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Espiritualidade
25/01/2012 19:11:22 - Atualizado em 25/01/2012 19:11:22
Meu amigo mais querido, minha história de amor!
Tenho desenvolvido em números anteriores do Nossa Família algumas meditações sobre uma espiritualidade que brota do Cenáculo. Neste mês de julho, em que celebramos o dia da amizade, é importante lembrar que viver a partir do Cenáculo....

Tenho desenvolvido em números anteriores do Nossa Família algumas meditações sobre uma espiritualidade que brota do Cenáculo. Neste mês de julho, em que celebramos o dia da amizade, é importante lembrar que viver a partir do Cenáculo é também aprofundar o sentido de amizade com Jesus.

É Ele mesmo quem toma a iniciativa de chamar os seus discípulos de amigos, quando diz: "Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos. Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor, mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai" (Jo. 15, 12-15).

Quando Jesus institui o mandamento do amor, que já era transparente em todos os seus gestos e palavras, e chamou os apóstolos de amigos, Ele o fez no Cenáculo. Aquele que o trairia, Judas, já havia se retirado do Cenáculo. Por parte dos discípulos haveria ainda muita negação, medo, afastamento horas depois daquela comunicação de amor, mas haveria também a volta, a entrega, a doação da própria vida por parte de cada um.

Se queremos desenvolver um relacionamento de amizade com o Senhor, é preciso que entremos no Cenáculo, que nos deixemos tocar pelo Espírito Santo que, sendo Deus, é o Amor que une o Pai ao Filho e o Filho ao Pai. É preciso aceitar profundamente a declaração de amor que o próprio Deus faz a nós: "Nisto consiste o amor: não em termos nós amado a Deus, mas em ter-nos ele amado..." (1Jo. 4, 10).

Jesus diz que já não chama os seus discípulos de servos, mas de amigos, pois o servo não sabe o que faz o seu senhor. Quantos de nós, infelizmente, estão ainda aquém de serem servos do Senhor. Ainda estão como aqueles que seguem de longe o Senhor para não se comprometerem. Deixe-se chamar e amar por Ele! Sua alma não encontrará alegria e paz verdadeira se não estiver junto daquele que é a Fonte da Vida! Naquilo que concerne à nossa missão, seremos sempre servos, mas, quanto ao relacionamento, o chamado é para sermos amigos.

O referido trecho do Evangelho segundo São João, traz ainda uma característica essencial numa amizade entre duas pessoas e também entre nós e o Senhor: "... mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai". Eu vos dei a conhecer: a amizade implica a dimensão da transparência, a comunicação da alma, a possibilidade de estar diante do outro naquilo que verdadeiramente se é, sem máscaras ou artifícios. E isso acontece porque não há medo, não há necessidade de estar na defensiva, pois o outro jamais será uma ameaça. Há um respeito profundo pela intimidade do amigo. São João experimentou isso e pôde dizer: "No amor não há temor. Antes, o perfeito amor lança fora o temor, porque o temor envolve castigo, e quem teme não é perfeito no amor" (1Jo. 4, 18). Seguir a vontade de Deus não porque se não o fizermos seremos castigados, mas porque o amamos, é nosso amigo e não queremos ferir esse amigo que nos conhece como ninguém.

Em Jesus pode-se aplicar totalmente a declaração do livro do Eclesiástico 6, 14-15: "Um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro. Nada é comparável a um amigo fiel!" 

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