topo
Espiritualidade
25/01/2012 19:43:22 - Atualizado em 25/01/2012 19:43:22
Casa limpa e enfeitada, mas vazia???

“Quando o espírito imundo sai de um homem, ei-lo errante por lugares áridos à procura de um repouso que não acha. Diz ele, então: ‘Voltarei para a casa donde saí. E, voltando, encontra-a vazia, limpa e enfeitada. Vai, então, buscar sete outros espíritos piores que ele, e entram nessa casa e se estabelecem aí; e o último estado daquele homem torna-se pior que o primeiro.” (Mt. 12, 43-45)

Certamente podemos comparar nossa vida com uma casa. Se você parar para pensar, cada cômodo de uma casa pode se comparar com uma área de nossa vida.

A porta de entrada pode ser comparada com nosso corpo. Quando chegamos a algum lugar o primeiro que se apresenta é nosso corpo. A personalidade ainda não está totalmente manifesta, mas a porta de uma casa, de alguma forma, já fala do seu interior. Nossa postura física, o modo como nos apresentamos já falam do nosso modo de ser. O psicólogo Pierre Weil tem um livro que trata exatamente deste tema: “O Corpo fala”.

A sala, lugar onde recebemos as pessoas, aplica-se aos relacionamentos que travamos. Algumas pessoas somente as recebemos da porta para fora, mas algumas são convidadas a entrar. A sala é também é o lugar do convívio comum da família, tem a ver, portanto, com a área familiar.

Os quartos são espaços mais restritos e representam nossa intimidade, nossos sentimentos mais profundos e caros. Normalmente é no quarto onde nos desnudamos e choramos, algo próprio da intimidade. Há pessoas que só existem a partir da sala de suas vidas. A cozinha representa o suprimento, o trabalho que possibilita colocar o pão à mesa e todos os recursos para levar uma vida digna.

O banheiro é o lugar da higiene como um todo. Também em nossa vida pessoal precisamos nos banhar e nos livrar dos expurgos emocionais e espirituais.

Há ainda aquele quartinho da bagunça, uma espécie de depósito de coisas velhas e novas que não são de uso imediato. Quantas lembranças estão em nosso interior! Memórias de tantos momentos bons e ruins, até mesmo herança de nossos antepassados, que estão guardados em nós, consciente ou inconscientemente.

Uma casa tem ainda uma área de serviço ou quintal onde se lavam as roupas e onde elas possam secar. Podemos dizer que é um espaço de reciclagem. De alguma forma, reciclamos vivências e sentimentos em nossa vida. Não são dejetos ou lixo, são apenas realidades que precisam ser limpas e receber o vento da leveza e a luz do sol do amor para novamente ficarem como novas em nosso interior.

Mesmo muitos de nós morando em apartamentos, em nossa casa pessoal, precisamos plantar um jardim e dele cuidar. Ele é a celebração da vida que se expande de dentro para fora da casa: é o sorriso, a mão que se estende para ajudar, o perfume da presença amorosa, mesmo estando em silêncio. Há pessoas que simplesmente cimentam a frente da casa. Muitos acabam por fazer isso em suas vidas: estão secos, “acinzentados” em sua expressão. Não sorriem, não se solidarizam, não são amorosos.

Esta é a casa que precisa ser cuidada! De acordo com o texto do Evangelho, ela deve estar limpa e enfeitada, mas não pode estar vazia. Esse “vazio” para mim tem dois sentidos. O primeiro é que a pessoa precisa ter posse de si, precisa se conhecer, conhecendo cada “cômodo” de sua casa pessoal. Perceber onde podem estar as brechas, onde o cupim pode atacar ou o ladrão penetrar e, assim, estar vigilante. Uma casa, por mais bem cuidada que esteja, pode se deteriorar, pois o cuidado deve ser algo diário. A isso chamamos de auto-conhecimento! O segundo sentido é que mesmo uma pessoa se conhecendo bem, se ela não entrega sua vida nas mãos de Deus e não convida Jesus para ser o Senhor de sua vida, o “ladrão” sempre achará um meio de entrar. Aí, “o último estado daquele homem torna-se pior que o primeiro”.

Quando abrimos nossa vida a Jesus, Ele vem e nos purifica de toda obra do mal. Entretanto, não podemos controlar por onde esses “espíritos” andam. O que devemos fazer, então, é manter a casa limpa, perfumada e cheia do amor de Deus. E não se preocupe com o resto, pois para isso o Senhor designou seus anjos para que nos guardassem.

Uma boa forma de manter a casa LIMPA é confessar-se (quando foi sua última confissão?); PERFUMADA é acender o “incenso” da adoração (você reserva tempo para adorar o Senhor?); CHEIA DE AMOR é acolher os mais sofridos (como anda sua caridade?). Pense nisso! 

Espiritualidade - Agosto 2006

Twitter Facebook Orkut Messenger
Linked Yahoo Meme Google Buzz Delicious
mySpace Blogger Sonico Digg

Este recurso será liberado em breve. Aguardando validação do servidor.

dados do(a) autor(a)
Padre Sérgio
 
twitter.com/padresergioluiz
facebook.com/falecompadresergio
padresergio.com
Pe. Sérgio é sacerdote Redentorista. Atualmente pároco em Juíz de Fora na Igreja da Glória. Procura guiar o seu ministério levando as pessoas a experimentarem a...
12 últimas atualizações
Contato

Paróquia da Glória
Avenida dos Andradas, 855 - Morro da Glória
CEP: 36036-050 - Juiz de Fora (MG)
Telefone: (032) 3215-1831
Siga-me nas redes sociais

Dados Técnicos

Este web site utiliza as tecnologias como HTM5 e CSS3 e é compatível com os seguintes navegadores:
Sistema web desenvolvido por:
Copyright © 2012 Todos os direitos reservados.