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Espiritualidade
25/01/2012 20:19:54 - Atualizado em 25/01/2012 20:19:54
Diante da Cruz

Nesse mês de fevereiro somos convidados em nosso “Ano da Reconciliação” a meditar no mistério da cruz gloriosa do Senhor. O tempo quaresmal é um momento forte de percorrer o caminho da cruz no enfrentamento daquilo que precisa em nós mudar e na renovação de nosso seguimento do Mestre.

Na cruz fomos reconciliados com o Pai. A vida de Jesus que foi uma constante entrega em cada gesto e palavra, na cruz se fez total. Ele tudo ofereceu, esvaziou-se até o completo aniquilamento, e esse oferecimento foi pleno ao morrer por nós.

Numa casa cristã sempre há um crucifixo. Se ele ainda não existe em sua casa, procure tê-lo nem que seja você mesmo a confeccionar uma simples cruz com dois pedaços de madeira ou gravetos. Lembre-se da rústica cruz do Senhor. Medite no caminho do calvário. Sinta-se ao lado de Maria e João. E aí, diante do crucifico, ore:

Vejo-te, meu Jesus!
Sinto que aos poucos a vida que anima teu corpo parece esvair-se, concentrando-se na essência de teu Ser, preparando-te para a ressurreição.
Teu corpo está ferido, o sangue, abundante que era, começa a coagular.
A dor, tremenda, parece anestesiar os sentidos, mas não tua capacidade de amar.
Ao contrário, à medida em que se torna mais aguda, mais agudo é teu amor.
Ainda ouço o pulsar de teu coração. Sinto-me, então, irresistivelmente atraído para ele.
Sei que Ele é fonte de misericórdia e foi por isso que chegaste onde estás.
Foste elevado na cruz porque tua misericórdia é sem fim e querias derramá-la sobre toda a humanidade.

Como preciso de teu coração! Olho para mim e percebo que não me entendo,
não consigo nem ser o dono de minha própria vida.
Por vezes sou tomado pela ilusão de que controlo alguma coisa. Ledo engano!
Confronto-me com a própria impossibilidade de meu ser.
Não sei, de fato, distinguir o que é melhor para mim.
Quantas vezes teimei em seguir tal caminho e deparei-me com o erro e a infelicidade.

Eis-me aqui! Deponho minha liberdade aos teus pés.
Mas sei que logo que a aceitas, tu ma devolves para que eu possa administrá-la.
Deparo-me, assim, de novo, lançado ao meu Eu com o dever de encaminhar os meus dias, de descobrir minhas próprias trilhas, de percorrer meus passos.
Não há outra maneira. Quisera que fosse diferente.
Talvez fosse mais fácil. Talvez pudesse culpar o Senhor por meus erros, mas sou eu novamente que faço minhas escolhas. Sou eu que digo sim ou não.
Sou eu a resistir ou a seguir em frente, de alma aberta ao que queres de mim.

Permita, Jesus, que eu encontre o meu caminho passando por teu coração.
Permita que meus planos e sonhos sejam lavados em teu sangue.
Permita que eu aprenda de ti a ouvir o canto dos pássaros, o cair das chuvas, o sussurrar dos ventos, o balbuciar das crianças ao peito.
Dá-me apurar meus ouvidos para ouvir a voz do Pai, como Tu, que em cada coisa a distinguias.

Paro diante de tua cruz e ouço o silêncio dessa hora.
Que posso eu fazer se não amar-te mais?
Quero que seja essa a minha resposta.
Amém. 

Espiritualidade Fevereiro 2007

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