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Espiritualidade
01/02/2012 18:05:24 - Atualizado em 01/02/2012 18:05:24
Você quer um ano vitorioso? Silencie!
Ainda nos primeiros dias desse ano, sonhamos todos com um ano abençoado, próspero e cheio de realizações. Mas uma atitude simples, aprendida e vivenciada profundamente por Maria, é muitas vezes negligenciada: o cultivo do silêncio!

 

Ainda nos primeiros dias desse ano, sonhamos todos com um ano abençoado, próspero e cheio de realizações. Mas uma atitude simples, aprendida e vivenciada profundamente por Maria, é muitas vezes negligenciada: o cultivo do silêncio! Por isso trago esta oração/reflexão que fiz. Que ela seja um convite a silenciar e a desfrutar do melhor que Deus tem a comunicar a você.

“No silêncio te achei” (Gustavo Escobar)

No silêncio te achei, Senhor.
Enquanto me agitava, buscando-te aqui e acolá, eu, na verdade, me afastava de ti.
Meus ouvidos não podiam ouvir-te, pois estava povoado por muitas vozes em meu interior. Ouvia a mim mesmo, ouvia os reclames de meu coração.

Eu, que também estava afastado de mim mesmo, tão próximo das coisas, envolvido em tantos afazeres e distante do centro, rodando nas periferias de meu ser.
Perdi-me nas criaturas, fixei-me nas palavras, pousei na superfície e não te encontrei.

Mas tu vieste, não desististe de mim e me alcançaste, quando o silêncio se apresentou a mim como uma porta que se abre. E entraste e inauguraste um estado de paz em minh’alma, de tal forma que no silêncio sempre posso encontrar a mim mesmo.
Um silêncio que prenuncia um  tempo – eternidade – que não mais passará, onde as palavras não serão mais necessárias, pois todo o Ser será comunicação.

Por hora, quero encontrar-me contigo, Senhor, no escondido de meu coração, sabendo que, na verdade, és tu que me acolhes em tua intimidade e me levas a experimentar a doçura de tua presença.

O silêncio também me devolveu a mim mesmo, se bem que em alguns momentos isso tenha significado tornar-me consciente do próprio tumulto que há em mim.

É curioso como costumamos gostar do alarido das massas, da música alta, das conversas animadas, da agitação frenética da cidade. Mas não suportamos o barulho interior, a agitação em que nossa alma se encontra, de tal forma que buscamos o barulho externo para não termos que ficar e lidar com o que se agita dentro de nós.

Mas não há como organizar-se interiormente sem fazer silêncio. Queira Deus que chegue o momento em que o silêncio não seja algo a ser enfrentado, mas um presente profundamente desejado. Quando isso for verdade em nós, o silêncio tornar-se-á a oportunidade de sermos nós mesmos, sem medos ou máscaras, e de provar a paz. Todavia, para que isso aconteça, é preciso não temer o confronto consigo mesmo, por maior embaraço que essa experiência possa provocar.

Inspire-se: “Maria conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração.” (Lc 2, 19)

Medite: NO SILÊNCIO TE ACHEI! NO SILÊNCIO EU ME ACHO!

 

Espiritualidade - Janeiro de 2011

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