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Vivências
03/02/2012 16:42:02 - Atualizado em 03/02/2012 16:42:02
Vivências ano 2007
Ano da Reconciliação

Vivência de Janeiro

Inspiração: “É Jesus a nossa paz, ele que de dois povos fez um só, destruindo o muro de inimizade que os separava... Ele queria fazer em si mesmo dos dois povos uma única humanidade nova pelo restabelecimento da paz, e reconciliá-los ambos com Deus, reunidos num só corpo pela virtude da cruz, aniquilando nela a inimizade.” (Ef 2, 14.15b-17)

Reflexão: Passados dois mil anos da vinda de Jesus e sua mensagem de paz e transformação da pessoa humana e suas relações, o mundo continua em conflito, sem vivenciar a mensagem de amor e perdão que Jesus anunciou. Ele já realizou a sua paz para a humanidade. Ele fez, de fato, “de dois povos um só”.

O real muro que separa as pessoas já foi destruído, quando Ele deu por nós a sua vida na cruz. Mas a ambição e o orgulho enraizado nas culturas continuam separando os povos entre pobres e ricos, além das ideologias que geram tanta morte.

Viver numa perspectiva reconciliadora é também engajar-se em oração para que os povos vivam em paz, numa postura de diálogo e superação dos pontos de conflito, buscando aquilo que une e não o que divide. Não haverá reconciliação entre os povos, enquanto houver o imenso abismo que separa as nações mais ricas do mundo daquelas miseráveis. Reconciliação mundial só é possível com justiça.

Atitude: Ofereça sua oração neste mês, em especial, pelos países que estão em guerra civil ou em conflito com outros povos. Mesmo que você não saiba quais são estes países, sinta-se participante desta mesma obra de reconciliação. Afinal, estamos todos embarcados nesta mesma “nave” que viaja pelo universo: nosso planeta terra.

Diga para si mesmo: Eu coopero conscientemente para que os povos se reconciliem, promovendo a paz ao meu redor!

Vivência de Fevereiro

Inspiração: “Tudo isso vem de Deus, que nos reconciliou consigo, por Cristo, e nos confiou o ministério desta reconciliação.” (2Cor 5, 18)

Reflexão: Há um sentido na palavra reconciliação que marca a volta de duas pessoas que eram inimigas e voltam à amizade. Este não é o sentido aplicado no nosso relacionamento com Deus. Foi o ser humano que virou as costas para Deus. Ele sempre esteve ali nos esperando, propondo sua Aliança de amor. Toda a Bíblia é a história de Deus que cria o homem por amor, mas este se rebela e foge da face de Deus. E Ele, continuamente, vem ao encontro do homem, chamando-o de volta ao seu amor. Assim foi através de Moisés e todos os profetas.

Mas é através de Jesus que sua Aliança se tornou definitiva. Deus entregou o que lhe é mais precioso ao ser humano: seu próprio Filho. E, ao enviar o Filho, Deus se revela como Pai. Toda a vida de Jesus foi uma manifestação da ternura do Pai que “não quer que se perca nenhum daqueles que a Ele foi dado”.

Fomos reconciliados uma vez por todas com o Pai através de Jesus. Entretanto, esta reconciliação precisa se tornar concreta na vida de cada pessoa. Temos a liberdade de a recebermos ou não. E nossa escolha tem conseqüências: só poderá estar com o Pai eternamente aquele que acolhe o dom de sua reconciliação em Cristo Jesus. Você já a acolheu em sua vida?

Atitude: Diante de uma cruz, medite no infinito amor manifestado pelo Pai ao enviar Jesus para salvá-lo. Agradeça a Jesus por sua entrega de amor na cruz. Dedique este mês a meditar sobre o mistério da cruz gloriosa.

Diga para si mesmo: Em Jesus, eu fui reconciliado com Deus e não quero jamais me afastar desse caminho que me leva de volta à casa do Pai!

Vivência de Março

Inspiração: “Porque é Deus, que, em Cristo, reconciliava consigo o mundo, não levando mais em conta os pecados dos homens, e pôs em nossos lábios a mensagem da reconciliação. Desempenhamos o encargo de embaixadores em nome de Cristo, e é Deus mesmo que exorta por nosso intermédio. Em nome de Cristo vos rogamos: reconciliai-vos com Deus!” (2Cor 5, 19-20)

Reflexão: Não basta tão somente experimentarmos a força reconciliadora de Deus em nós; é preciso que ela se espalhe no ambiente onde vivemos. Essa mensagem de reconciliação, antes de ser manifestada por palavras, deve ser exercida pelo nosso jeito de ser. Tome consciência que todos os ambientes necessitam desta força reconciliadora de Deus. Mesmo em silêncio, nosso ser está “vibrando” numa determinada sintonia que pode ser de reconciliação ou de conflito.

Certamente você conhece ou encontrou-se com alguém que lhe transmite paz pela simples presença. A pessoa desperta confiança e suscita em nós uma atitude de desarmamento interior. Sentimos que não precisamos ficar “armados”, na defesa. Podemos ser livres para ser o que somos. Estas pessoas, certamente, são embaixadoras da reconciliação.

Será que você tem consciência de que pode e deve ser um canal desta paz que nasce da presença de Deus e da busca de harmonia interna? Será que verdadeiramente você deseja ser um destes canais? O desejo é o início da mudança. Quanto mais reconciliados estivermos, mais facilmente seremos canais límpidos para que a reconciliação de Deus flua em nós e através de nós.

Atitude: Reveja o seu tipo de presença nos diversos ambientes onde você vive. Cuide para que suas palavras, gestos, expressão facial, etc., sejam manifestadoras da reconciliação de Deus. Esteja vigilante. Se, de alguma forma, isso não acontecer, saiba pedir desculpas e tenha disposição interna para recomeçar.

Diga para si mesmo: Sou um canal da paz e da reconciliação de Deus que fluem através de mim para o ambiente onde vivo e para o mundo inteiro!

Vivência de Abril

Inspiração: “...Estava ainda longe, quando seu pai o viu e, movido de compaixão, correu-lhe ao encontro, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou” (Lc 15, 20b)

Reflexão: Às vezes, para se ter a real experiência de reconciliação é preciso tomar distância física para se perceber a real distância que há no coração. É o que aconteceu com o filho mais moço na parábola do pai misericordioso (Lc 15, 11-32). Ao se afastar da casa paterna, afastou-se não só do pai, mas de sua própria interioridade. Ele entregou-se a uma vida de prazeres que o levou à miséria. Quando nos distanciamos de nosso eu verdadeiro e de Deus, o que acontece é isso: perdemos a real riqueza que habita em nosso íntimo.

Mas a experiência do esvaziamento e da miséria o chamou de volta. A chama do amor ardia em seu peito, ainda que fraca. E ele volta. Preparou então todo um discurso para se reconciliar com o Pai, mas as palavras não eram necessárias, pois a distância havia sido quebrada. O pai percebeu sua volta e, antes mesmo que o filho o visse no caminho, o pai foi ao seu encontro. Deus sempre se antecipa em amor ao nosso gesto. Diante do mais leve sinal de volta, Ele já está com os braços abertos nos esperando.

E como canta a canção: “Morreu num abraço o mal que eu fiz!” E houve festa e alegria, pois a distância havia sido quebrada. O mesmo não aconteceu com o filho mais velho. Ele não fez o caminho da reconciliação. Estava próximo fisicamente, mas seu coração distante fechou-se ainda mais. Jesus ao contar a parábola, não disse se o filho, afinal, aceitou ou não ir para a festa. O final fica para ser escrito na vida de cada um de nós. O convite está feito, apenas aguardando a resposta de reconciliação de cada um.

Atitude: Examine seu relacionamento com as pessoas mais próximas, especialmente as que convivem com você, em sua casa. Seu coração está distante, mesmo estando próximos fisicamente? Diminua a distância, conversando, interessando-se pelo que se passa com o outro, olhando nos olhos.

Diga para si mesmo: Na força do amor, vou aos poucos superando as distâncias e vivendo reconciliado com as pessoas ao meu redor!

Vivência de Maio

Inspiração: “...o querer o bem está em mim, mas não sou capaz de efetuá-lo. Não faço o bem que quereria, mas o mal que não quero” (Rm 7, 18b-19)

Reflexão: Quem já não sentiu essa divisão interior em sua vida? Uma palavra, uma atitude, um gesto equivocados, que não expressam o seu profundo desejo? Forças de resistência que nos impedem de seguir em frente, que fazem retroceder e ferem nosso coração e também o coração do outro. Assemelha-se à nossa sombra, que carregamos por onde vamos. Ela simplesmente está aí. Não adianta dela correr, pois ela nos segue, correndo “colada” ao nosso corpo.

Preciso reconciliar-me com minha sombra. Constatar que ela me acompanha e, a partir disso, procurar lançar o máximo de luz que se puder sobre ela. Só há, de fato, uma maneira de superar a sombra: ser luz! E, luz completa, só seremos quando estivermos na Luz, quando a sombra deste tempo passar e formos mergulhados na eternidade.

Quando se faz um caminho de auto-conhecimento e superação, então aos poucos a sombra permanecerá apenas como sombra e não sobrepujará nossa personalidade. Quando a sombra fica à margem de nosso domínio, ela cresce sobre o que somos e fazemos e manifesta sua escuridão. Lançamos luz sobre a sombra, quando percebemos que somos maiores do que ela, quando a conhecemos bem e percebemos que nosso Eu é maior que sua projeção.

Atitude: Preste atenção onde está sua “sombra”, ou seja, aqueles pontos em sua vida que não manifestam amor e luz. É a irritabilidade? É o hábito de falar mal do outro? Reflita. Veja como lançar luz nessas realidades e peça a Deus o fruto do autodomínio.

Diga para si mesmo: Minha sombra faz parte de mim, mas não é maior do que eu! Sobre ela lanço a luz de minha consciência e da graça de Deus!

Vivência de Junho

Inspiração: “Se estás, portanto, para fazer a tua oferta diante do altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; só então vem fazer a tua oferta.” (Mt. 5, 23-24)

Reflexão: É hora de você examinar os seus relacionamentos, a forma como você tem agido e falado com as pessoas. Jesus recrimina aqueles que impõem fardos sobre os outros, não movendo um dedo sequer para carregá-los. Aqui não se trata do que fizeram a você, mas do que você fez e faz com o outro. O orgulho nos impede de pedir perdão, de nos reconciliarmos com o outro. Lembro-me sempre de uma frase que li em algum lugar: “Importa mais ser feliz do que ter razão”. Existem pessoas “cheias de razão” e infelizes, pois se afastam do outro, quando, na verdade, deveriam relativizar certas coisas secundárias que geram conflito, para eleger o que importa verdadeiramente: a conjugação das diferenças, o respeito pelo que o outro é.

Pode ser que você procure uma pessoa a quem você ofendeu, intencionalmente ou não, e essa pessoa não o receba. Não se importe com isso. Pode até machucar, mas sinta que você fez a sua parte. Esteja disposto a voltar noutro momento. Não desista facilmente do outro. Já imaginou se Deus desistisse de nós? A humanidade ainda sobrevive, o juízo de Deus ainda não veio sobre a terra, porque Ele usa de paciência e não desiste do ser humano.

Tão logo você perceba que errou ou que o outro está ferido, peça perdão. Às vezes deixar o tempo passar um pouco ajuda, mas não deve ser tanto que acabe por criar um abismo maior ainda. Nem sempre o tempo é o melhor remédio; ele só o será se houver disposição interior para recomeçar, para reconciliar.

Atitude: Você precisa pedir perdão a alguém? Peça sabedoria ao Espírito Santo e dê o passo da reconciliação. Você verá como sua alma ficará mais leve e a paz virá mais profundamente ao seu ser.

Diga para si mesmo: Estou reconciliado em Cristo e sou livre para perdoar, para pedir perdão e para ser perdoado.

Vivência de Julho

Inspiração: “Jesus soprou sobre eles dizendo-lhes: ‘Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes, ser-lhes-ão perdoados; “aqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos.” (Jo 20, 22-23) Reflexão: Recebemos como Igreja um grande presente de Jesus. Ele não só nos deu a graça da salvação, quando por nós morreu na cruz, mas quer que o seu perdão chegue a nós, hoje, de uma forma direta. Como Ele disse à mulher adúltera (Jo 8, 1-11), “Eu não te condeno. Vai e não tornes a pecar” (v. 11), Ele quis que a palavra misericordiosa que nos perdoa e nos dá a possibilidade de recomeçar nos toque de forma direta pela boca do sacerdote.

É Ele quem perdoa, mas quer que seu olhar e sua voz cheguem a cada coração na pessoa do sacerdote que, em Seu nome, declara: “Eu te absolvo dos teus pecados”! Ali, no recolhimento daquele encontro, talvez até mesmo breve, está nos mostrando que podemos retomar o caminho de uma forma diferente e, para isso, nos comunica a sua graça, pois sabe que sozinhos não somos capazes.

Feliz é aquele que compreende a profundidade do amor divino expresso no sacramento da reconciliação. Não é um “pano quente” em cima de nossa consciência. É a gratuidade do amor que se comunica sem nada esperar. Jesus não esperou que aquela mulher mudasse de vida para, então, perdoar-lhe. Ele a situou em sua liberdade para que ela pudesse reconstruir o seu modo de viver. Qual foi a última vez que você se confessou? Ao procurar o sacerdote para confessar-se, você estava de fato com disposição interior para mudar?

Atitude: Faça um bom exame de consciência. Veja onde o amor tem sido negado em sua vida e procure um sacerdote para se confessar. Não desista diante da dificuldade de achar um sacerdote. Lembre-se: só o fato de você persistir, a graça já estará fluindo mais plenamente em você.

Diga para si mesmo: Pelo perdão que recebi sacramentalmente, sou livre para recomeçar. Sou agradecido pela graça que me é comunicada.

Vivência de Agosto

Inspiração: “Não vos lembreis mais dos acontecimentos de outrora, não recordeis mais as coisas antigas, porque eis que vou fazer obra nova, a qual já surge: não a vedes?” (Is 43, 18-19)

Reflexão: Há pessoas que vivem do passado. Não é difícil encontrar em seus lábios expressões como esta: “Na minha época...” Tudo é naquela “minha época”. A referência é sempre o que passou e não o que se está vivendo no presente. Os melhores anos ficaram para trás. O tempo de amar ficou lá atrás. O tempo de alegrar-se ficou lá atrás. O tempo bom de ser Igreja ficou lá atrás. E tudo isto vem acompanhado de um suspiro saudoso, por vezes sufocado.

Pior ainda aquele que foi ferido ou teve uma decepção no passado e não se abre à dádiva do presente com o que ele traz. A pessoa carrega uma mágoa de anos atrás. Não se abre a um novo amor, porque teve uma grande decepção com alguém no passado. Não consegue receber o perdão de Deus porque carrega uma culpa por algo grave que aconteceu no passado.

É necessário, sim, visitar o passado. Não se trata de apagar as memórias, mas transformá-las de memórias doloridas em memórias agradecidas. Saber que, por mais doloroso ou errado que tenha se vivido no passado, ele é fonte de aprendizado e superação para o momento presente. Visitar o passado, mas viver o presente. Reconciliar-se com o melhor ou o pior que aconteceu. E deixar tudo onde realmente aconteceu: no passado!

Atitude: Acolha o novo que Deus tem para sua vida. Preste atenção ao momento presente que você está vivendo. Celebre todas as boas coisas que o cercam. E se você passa por momentos difíceis, não fuja para o passado. Só assim você terá energia suficiente para enfrentar as dificuldades presentes.

Diga para si mesmo: Hoje é o dia da bênção. Sou agradecido por meu passado, mas vivo plenamente meu presente como dádiva divina!

Vivência de Setembro

Inspiração: “...prescindindo do passado e atirando-me ao que resta para a frente, persigo o alvo, rumo ao prêmio celeste, ao qual Deus nos chama, em Jesus Cristo.” (Flp 3, 13-14)

Reflexão: Para alguns a insegurança maior não está no passado, mas quando se pensa no futuro. O que me espera? Como será depois que eu me formar? Será que meu casamento irá dar certo? E outras tantas questões que habitam o coração humano diante da incerteza do amanhã.

É natural ter algumas apreensões diante do futuro. Quem nunca se sentiu ansioso diante de uma prova, ou quando foi se aproximar de uma moça ou rapaz que se está paquerando e que não se sabe se ela(ele) irá ou não corresponder? É claro que existem algumas incertezas mais fundamentais em relação ao futuro, quando se toca em áreas como família, saúde, velhice, morte. Mas se isso paralisa o seu momento presente, é sinal de que algo precisa mudar.

A única forma de preparar-se bem para os dias que virão é cuidar da qualidade de seu presente. Você pode ter certeza de uma coisa: quando se planta, não se sabe se a colheita será abundante. Isso dependerá de uma série de fatores. Todavia, você não colherá nenhum fruto diferente daquelas sementes que você plantou. Reconciliar-se com o futuro é semear abundantemente no presente!

Atitude: Prepare bem o seu futuro! Cuide da saúde. Estude. Faça amigos. Sorria. Ore bastante. Não antecipe preocupações desnecessárias.

Diga para si mesmo: Porque meu Senhor vive, posso crer no amanhã. Porque Ele vive, temor não há. Minha vida está nas mãos do meu Jesus, que vivo está!

Vivência de Outubro

Inspiração: “Porque aprouve a Deus fazer habitar nele toda a plenitude e por seu intermédio reconciliar consigo todas as criaturas, por intermédio daquele que, ao preço do próprio sangue na cruz, restabeleceu a paz a tudo quanto existe na terra e nos céus.” (Col 1, 19-20)

Reflexão: Uma das dimensões do viver reconciliado é sentir-se em comunhão com todo o universo. O universo não está fora de nós. Nós somos o universo, nós o compomos da mesma forma que uma estrela longínqua nunca vista pelos olhos humanos ou pelas fantásticas máquinas que o ser humano manda para vasculhar o espaço. Nós o compomos do mesmo modo que aqueles microorganismos só vistos através das lentes dos potentes microscópios.

Mas o ser humano participa de maneira única na obra criadora de Deus. Tudo foi criado pelo Pai, através de Jesus na força do Espírito Santo. E tudo foi reconciliado em Cristo Jesus. É necessário superar a ilusão de separação que existe entre nós e as demais criaturas. Somos, de fato, um com todas as coisas criadas. A mesma força de vida que anima nosso ser, anima também as milhões e milhões de criaturas que habitam nosso planeta e o universo. Em nós, entretanto, essa força de vida é imagem e semelhança do Criador e, por isso, não pode ser destruída pela morte.

Atitude: Abra seus olhos e seus ouvidos. Abra todos os sentidos e perceba o mundo ao seu redor. Sinta-se fazendo parte da imensa obra criada por Deus. Você não está sozinho no universo. Tudo faz parte de você e você participa de todas as coisas.

Diga para si mesmo: Eu e o universo somos um. Eu participo conscientemente da força criadora e sustentadora de Deus!

Vivência de Novembro

Inspiração: “Eis que vem a hora, e ela já veio, em que sereis espalhados, cada um para seu lado, e me deixareis sozinho. Mas eu não estou só, porque o Pai está comigo” (Jo 16, 32)

Reflexão: Você já deve ter se sentido só. O ser humano traz uma solidão existencial que nada, nem ninguém, pode ocupar. Ninguém pode de fato sentir minha dor ou minha alegria. Ninguém pode entrar em meu coração. Isso pode assustá-lo e deixá-lo com medo, mas não precisa ser assim. Primeiramente, é preciso constatar que, em última análise, eu sou a referência de mim mesmo. E, a partir disso, reconciliar-me com minha solidão.

Não uma solidão desesperante, mas aquela necessária até mesmo para que eu seja uma presença mais plena junto do outro. Só pode visitar profundamente a solidão do outro aquele que está em contato com sua própria solidão. Esta solidão não é uma sensação de estar sozinho, mas a consciência de si mesmo. Esse tipo de solidão não produz tristeza e sensação de abandono. Ao contrário, nos abre ao espírito de comunhão e à presença daquele que é o único que sonda as profundezas de nossa alma: Deus!

Não pode viver reconciliado com sua solidão a pessoa que não é uma boa companhia para si mesma, que não alimenta o seu interior com coisas boas e dele vai tirando o que provoca amargura. Aliás, nunca confunda solidão com amargura. A experiência desta solidão a que me refiro afasta toda amargura. Jesus passou por um terrível momento de solidão e, no entanto, abriu-se totalmente à comunhão com o Pai e com cada um de nós. O maior sinal disso é a instituição da Eucaristia.

Atitude: Guarde alguns momentos para você estar sozinho. Preste atenção à sua respiração. Preste atenção ao ritmo do seu coração. Respire profundamente.

Diga para si mesmo: “Eu não estou só, porque o Pai está comigo!”

Vivência de Dezembro

Inspiração: “Nenhum atleta será coroado, se não tiver lutado segundo as regras. É preciso que o lavrador trabalhe com afinco, se quer boa colheita.” (2Tm 2, 5-6)

Reflexão: A vida é dom e tarefa. Não escolhemos nascer. A vida nos foi dada como presente, mas cabe a cada um de nós administrá-la e desenvolvê-la. Lembre-se da parábola dos talentos (Mt 25, 14-30). Não é possível viver reconciliado sem assumir esta tarefa e debruçar-se sobre si mesmo para crescer “em estatura, sabedoria e graça” (Lc 2, 52), como aconteceu com Jesus.

Crescer em “estatura” é cuidar do corpo que recebemos e que é templo onde habita Deus (1Cor 6, 19). Zele por sua saúde física. Tenha bons hábitos alimentares e de atividades físicas. Elimine outros hábitos que prejudicam sua saúde como a bebida e o cigarro. Não dispense um período necessário de sono para repor suas forças. Viva sua sexualidade com equilíbrio. Observe os ciclos do seu corpo, à medida que os anos passam. Reconcilie-se com sua imagem no espelho. Este corpo é você! Poderia melhorar em algum aspecto? Assuma, então, a tarefa.

Crescer em “sabedoria” é cuidar da sua mente e sentimentos. Há um ditado que diz “mente sã para um corpo são”. Não deixe que a tristeza domine a sua alma, pois “um coração alegre é um bom remédio” (Prov 17, 22). Cuide daquilo com que você alimenta sua mente: o que você lê e o que você vê. Não deixe as mágoas aninharem-se em seu coração. Cultive a esperança de que amanhã será um novo dia e que a noite em breve irá passar. Peça sabedoria a Deus, “que a dá liberalmente a todos” (Tg 1, 5), para que ilumine suas decisões e os passos a serem dados.

Crescer em “graça” é viver na presença de Deus. Muitas pessoas se descuidam deste aspecto. Separe um tempo diário para sua oração. Procure se confessar regularmente. Alimente-se do divino alimento, a Eucaristia. Contemple Deus em todas as coisas que o cercam. Observe a natureza que lhe será uma grande mestra para todas as áreas da vida. Faça da busca do Espírito Santo uma prioridade de cada dia. Viva no amor, porque onde há amor Deus aí está (1Jo 4, 7-21).

Atitude: Examine-se e eleja uma prioridade em cada área apontada: estatura, sabedoria e graça. Procure segui-las até que se incorporem em você como um hábito.

Diga para si mesmo: A cada dia me empenho a crescer em estatura, sabedoria e graça diante de Deus e dos homens! 

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