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03/02/2012 19:22:27 - Atualizado em 03/02/2012 19:22:27
Obstáculos a uma vida com visão (Parte 2)

Estamos refletindo sobre uma importante dimensão em nossa vida de fé: tornarmo-nos servos com visão! Apontei três, de sete, obstáculos que nos impedem de sermos servos que abracem a visão que Deus tem para nossas vidas e para sua Obra: medo, murmuração e dúvida.

Hoje aponto os outros quatro. Seria bom você retomar o texto anterior para contextualizar os que serão agora citados.

4. Inveja: O exemplo bíblico vem de José do Egito. Vale a pena ler toda a sua história em Gênesis capítulos 37 a 50. José era jovem e tinha uma especial sensibilidade para as coisas de Deus. Recebia muitas comunicações divinas através de sonhos (Gn 37, 5). Era também muito amado por seu pai, Jacó. Seus irmãos tinham muita inveja dele e o odiavam por toda bondade e leveza de sua alma. Quiseram matá-lo, mas desistiram e o venderam como escravo para um negociante e, assim, foi levado para o Egito. Eles esconderam este fato ao seu pai, dizendo que havia sido morto por uma fera.

Deus tinha um plano para todos aqueles irmãos – lembremo-nos que as doze tribos de Israel tiveram a sua origem nos doze filhos de Jacó – mas eles perderam esta visão ao deixarem a inveja tomar-lhes o coração. Outro exemplo, é o rei Saul que, por inveja de Davi, perdeu a visão que Deus tinha para sua missão como rei de Israel (1Sm 18, 6-16).

A inveja cega a visão. A pessoa ao invés de olhar o outro como um incentivo para o seu crescimento, olha-o como um adversário. Com isso, além de tentar prejudicar o outro, deixa penetrar em si a semente da destruição que mais cedo ou mais tarde irá destruí-la.

5. Falta de perdão: É ainda a história de José do Egito que nos mostra este ponto. José manteve o seu coração limpo do ódio. Sua capacidade de discernir o plano de Deus não se perdeu. Tornou-se um grande homem no Egito e foi capaz de prever uma grande seca que viria e a conseqüente fome que se abateria sobre todo o povo. Estocou uma grande quantidade de grãos. Seus próprios irmãos tiveram de ir buscar ajuda com ele, sem saberem que o poderoso Tsafenat-Paneac, era, na verdade, José. Não o reconheceram, mas José, sim, os reconheceu. Quando lhes revelou quem era, disse: “Não vos entristeçais, nem tenhais remorsos de me ter vendido para ser conduzido aqui. É para vos conservar a vida que Deus me enviou adiante de vós” (Gn 45, 5).


Se José tivesse cultivado ódio ou mágoa em seu coração, não poderia sustentar o plano que Deus tinha para ele e para todo o Israel. A falta de perdão endurece a alma e com a alma fechada a pessoa só consegue enxergar a si mesma, sem ter, entretanto, acesso ao que de melhor tem em seu próprio interior. É como se a pessoa ficasse trancada fora de si mesma.

6. Retenção: A história nos vem agora do livro do Êxodo, capítulo 16. O povo de Israel peregrinava pelo deserto. Teve fome e Deus lhe mandou um pãozinho branco, chamado maná, mas com uma ordem: “Ninguém conserve dele para o dia seguinte” (Êx 16, 19). O texto completa: “Alguns não o ouviram e guardaram dele até pela manhã; mas criou vermes e cheirou mal.”

Aquilo que era para ser repartido, de forma que não faltasse a ninguém, foi acumulado egoisticamente. Deus nos dá visão para crescermos em todas as áreas de nossa vida pessoal, mas esta “pro-visão” nunca deve parar na pessoa mesma. Pode ser para nós, mas é sempre em vista do próximo. Se você só pensa em você mesmo a bênção de Deus minguará em sua vida. É dessa forma que devemos desenvolver o entendimento sobre o dízimo: eu faço circular, para glória de Deus, parte do que Ele me confiou!

7. Não acreditar no próprio potencial: Quando não acreditamos no potencial que existe em nós, enfraquecemo-nos como pessoas, como Comunidade e como povo. Davi era apenas um rapazote (1Sm 17). Um gigante filisteu ameaçava destruir as tropas de Israel. Davi ofereceu-se para combatê-lo. “Combatê-lo tu?! Não é possível. Não passas de um menino e ele é um homem de guerra desde a mocidade” (v. 33), disse Saul. Davi firmou sua convicção. Tirou até mesmo a armadura que tinham colocado sobre ele e deixou de lado a pesada espada: “Tu vens contra mim com espada, lança e escudo; eu porém, vou contra ti em nome do Senhor dos exércitos, do Deus das fileiras de Israel...”, disse a Golias(v. 45). Armou-se, então, com uma funda e lançou uma pedra que derrubou o gigante.

Mesmo que você se sinta pequeno, descubra o potencial que existe em você. Quando lutamos pela Obra de Deus, especialmente, lutamos “pela palavra da verdade, pelo poder de Deus, pelas armas da justiça ofensivas e defensivas. E não são armas carnais com que lutamos. São poderosas, em Deus, capazes de arrasar fortificações” (2Cor 6, 7; 10, 4). Creia nisso e avance, com humildade, mas também com determinação.

Não tenho dúvida que esta reflexão se aplica a todos os servos de Deus. Tomemos este espírito e superemos os obstáculos que nos impedem de conquistar a visão que Deus tem para nossas vidas e para nossa Paróquia.

“Quem tiver ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas...” (Ap 2, 7)

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