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03/02/2012 19:37:32 - Atualizado em 03/02/2012 19:37:32
Comunhão dos Santos

 

O mês de novembro inicia-se com a celebração de Todos os Santos. O Catecismo da Igreja Católica (CIC) assim diz: “O termo ‘comunhão dos santos’ tem dois significados, intimamente interligados: ‘comunhão nas coisas santas (sancta)’ e ‘comunhão entre as pessoas santas (sancti)’. Cremos na comunhão de todos os fiéis de Cristo, dos que são peregrinos na terra, dos defuntos que estão terminando a sua purificação, dos bem-aventurados do céu, formando todos juntos uma só Igreja, e cremos que nesta comunhão o amor misericordioso de Deus e dos seus santos está sempre à escuta das nossas orações” (CIC, 995 e 962).

Lendo o que diz o Catecismo, lembrei-me de Paulo: “Carregai os fardos uns dos outros e cumprireis toda a lei(Gl 6,2). Nesta comunhão dos santos, somos chamados a colocar em prática o mandamento de amor instituído por Jesus, através de gestos concretos de caridade e espiritualmente,  através de nossa oração. E aí me deparei com um texto maravilhoso que, de alguma forma, também fala dessa comunhão na fraqueza e na dor do outro, especialmente aplicada aos nossos pais. Leia com atenção:

“A paternidade é um mistério em constante mutação. Umas das suas áreas mais esquecidas é o período em que os pais estão velhos. Talvez, nos seus últimos anos de vida, os pais efetivamente suportem parte da dor que, então, os filhos estão sofrendo na sua vida. Existe em nós uma tendência a subestimar os pais quando amadurecemos; eles agora estão velhos e não nos compreendem. Tendemos a encerrá-los dentro das imagens que eles apresentam externamente. Eles giram em torno das mesmas velhas histórias, hábitos e queixas. Talvez haja algo mais profundo ocorrendo por trás da aparência de envelhecimento e desamparo. Eles conservam a nossa imagem no coração e talvez nos amparem com ternura em meio a determinadas dificuldades e à dor, sem que jamais suspeitemos disso.” (John O’Donohue, Ecos Eternos, Ed. Rocco)

Não faz pensar? Mas não só em relação às nossas famílias. Podemos viver este mistério aplicado a todo o Corpo de Cristo. Precisamos urgentemente de cristãos que passem de uma fé ingênua, superficial para uma fé profundamente baseada nas Escrituras e – posso até dizer – mística. Quando ajudamos a carregar o fardo uns dos outros, diferentemente do que se possa pensar, o nosso fardo não se torna mais pesado e, sim, mais leve. A lição nos é dada pelo próprio Jesus: “Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração” (Mt 11, 28-29). É assim que você tem agido em família e na Comunidade?

Paz e bênção a todos em Cristo Jesus!

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