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03/02/2012 20:02:36 - Atualizado em 03/02/2012 20:02:36
Ele Faz a Diferença (15.01.06)

Há tempos que não partilho com os irmãos. Não porque as vivências não tenham sido intensas. Talvez até mesmo por isso. O tempo e as atividades foram canalizando as energias. Eu as retomo, lembrando o final da Campanha Daniel e o testemunho que dei sobre o livramento que o Senhor me deu. Tivemos ainda a Tarde de Libertação no dia 12 de dezembro. Das 12h às 17h30 a igreja ficou cheia de pessoas, buscando a graça, na força na ministração da Palavra e da oração. Logo depois veio a Missa das Lidas Terminadas, onde, creio que o mais marcante foi a "Oração Intercessória" com a queima das lidas que fizemos. Eu pude sentir a unção de intercessão do Senhor, fluindo sobre mim. Uma hora inteira sem intervalos, pedindo, clamando diante do Senhor. E como foi maravilhoso!

Iniciamos o ano com a Missa da Consagração dos Pedidos no dia 1º. de janeiro. Nesta missa, o que mais me marcou foram os testemunhos. Quarenta minutos de pessoas, testemunhando como Deus está agindo em suas vidas. E os testemunhos se multiplicam...

Mais recentemente, na segunda-feira, dia 09, tivemos a Reunião de Libertação. Meu testemunho começa por minha voz. Terminei o domingo afônico. Na segunda-feira, pela manhã, estava melhor, mas minha voz piorou após a celebração da Santa Missa. Faltavam 15 minutos para iniciar-se a Reunião e eu estava sem voz. Só pude dizer ao Senhor: - Misericórdia! Quando, então cheguei ao altar e vi um "mar" de pessoas na igreja, minha oração só se intensificou. Aquelas pessoas esperavam em Jesus, mas eu era o instrumento naquele momento e precisava desse instrumento tão fundamental na pregação: a voz. E minha voz voltou! Cantei, preguei, orei durante uma hora e meia e fiquei bem após isso. Bendisse profundamente o Senhor por essa graça! Aleluia!

Por fim, hoje, domingo. Temos, de fato, experimentado que nenhuma missa é igual à outra. Isso é claro teoricamente, mas às vezes entramos em determinadas celebrações que, se não fosse a presença real de Jesus - que é o que verdadeiramente importa - temos a impressão que é uma cópia uma da outra. Nos nossos domingos experimentamos o toque diferenciador que Deus nos dá. Hoje não foi diferente e como a Igreja foi tocada. As lágrimas brotaram em dezenas e dezenas de faces. A unção da compaixão tomou conta de nós.

Eu acolhia as pessoas que vinham pela primeira vez na igreja. Eram mais de setenta pessoas. Sempre pergunto o nome e o lugar de onde vêm, pelo menos para algumas pessoas. Nesse domingo, não foi diferente. Só que resolvi começar pelo meio e não pela frente.

Fui perguntar o nome daquela senhora e ela se apresentou como Maria e o menino que estava com ela - com seus 10 anos - como Rodrigo. Ela pediu para dar um testemunho. Morando em uma cidade do interior de Minas, Pains, em uma fazenda, sua casa foi invadida por ladrões que prenderam-na e ao seu marido em duas cadeiras, amarrados um de costas para o outro e também o menino. Acabaram por dar um tiro em seu marido que algum tempo depois morreu. Atiraram também no Rodrigo e a bala perfurou o seu braço. Ela tinha na sala uma imagem de Nossa Senhora Aparecida de 62cm - Dona Maria faz questão de destacar - e ela só pedia a intercessão da mãe de Jesus (e há aqueles que desprezam Maria e quebram suas imagens). O menino não foi morto. Sobreviveu. Ela ficou naquele "inferno" com o seu esposo morto em suas costas por horas, mesmo depois dos assassinos terem ido embora. Por horas ela roeu com os dentes um fio grosso de eletricidade que a amarrava - seus dentes ainda estão quebrados por causa disso.

O testemunho foi dado com dor, mas as lágrimas não a impediram de falar. Agarrado a ela, Rodrigo, esse sim, chorava copiosamente. Se você esteve conosco na igreja nesse domingo, certamente foi tocado. Dona Maria, mesmo com tanta dor, demonstrava uma força tremenda que só a fé lhe dava e ela acentuava a intercessão de Nossa Senhora junto dela da criança. Ainda hoje ela é ameaçada pelos ladrões.

Oramos por Dona Maria e os tantos irmãos que estavam ali pela primeira vez. O poder de Deus se fez entre nós e eu tenho certeza que a Mão do Todo Poderoso veio sobre Dona Maria e Rodrigo.

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