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Inspiração
04/02/2012 10:18:30 - Atualizado em 04/02/2012 10:19:03
Deus faz sempre o melhor

Um rei, seu ministro e seus séquito penetram um dia na floresta para caçar. Ora, o ministro era célebre por sua sabedoria e se apoiava no lema: "Deus faz sempre o melhor." E cada vez que alguém, com alguma preocupação, infidelidade ou infortúnio, vinha pedir-lhe conselho, ele confortava o aflito incitando-o a reconhecer a verdade desse provérbio.

Perseguindo a caça, o rei e o ministro se separam do séquito, e vaguearam por muito longe no interior da vasta floresta e, finalmente, se perderam. O sol atingiu o meridiano. O rei estava esgotado de fadiga e de fome. Eles descansaram à sombra de uma árvore.

- Ministro - disse o rei cansado - sofro cruelmente de fome.

Podes achar alguma coisa para eu comer?

O ministro olhou ao redor de si e viu redor e viu frutos nas árvores. Subindo em uma delas, colheu alguns frutos maduros e os ofereceu ao rei que, em sua pressa de comer, ao servir-se com sua faca, cortou um pedaço do dedo. Deixou cair a faca e o fruto com um grito de dor, enquanto que de seu dedo ferido escorria sangue.

- Ai! Ministro - exclamou ele - , como isso dói!

- Deus faz sempre o melhor - respondeu tranqüilamente o ministro.

Essas palavras nada fizeram além de excitar o rei, já irritado. Enraivecido, gritou:

- Imbecil! Basta de filosofia! Estou cheio! Enquanto sofro um atroz suplício, a única consolação que me ofereces é "Deus faz sempre o melhor" ! Como isso pode ser melhor, se minha dor é evidente e real? Sai de minha vista e nunca mais te apresentes diante de mim.

Incapaz de se controlar, levantou-se, deu um furioso pontapé no ministro e lhe ordenou que se retirasse imediatamente. Deixando o rei, o ministro repetiu calmamente:

- Deus faz sempre o melhor.

O rei, então, ficou só; rasgou um pedaço de sua vestimenta e enfaixou seu dedo ferido. Entregava-se às suas tristes reflexões quando viu se aproximarem dois homens vigorosos que se jogaram contra ele e o amarraram. Lutar ou resistir teria sido absolutamente inútil porque aqueles homens eram fortes como gigantes. Apavorado o rei perguntou:

- O que fareis de mim?

Eles responderam:

- Iremos sacrificar-te sobre o altar de nossa deusa Kali. É o nosso costume oferecer uma vez por ano, um sacrifício humano. Chegou a época e estávamos à procura de um ser humano quando tivemos a sorte de te achar.

Essas palavras encheram o rei de pavor. Ele protestou:

-Deixai-me partir, sou rei de um país. Não podeis, portanto, matar-me em um sacrifício.

Os homens puseram-se a rir e disseram:

- Pois este sacrifício será único e neste ano nossa deusa ficará extremamente satisfeita quando vir que levamos um alto personagem em oferenda ao seu altar. Vem!

Eles arrastaram a vítima ao altar de Kali, a pouca distância dali. O rei foi devidamente colocado sobre o altar do sacrifício. Ele estava preparado para o golpe mortal quando o sacerdote, notando que o dedo indicador da mão esquerda estava enfaixado, desfez o curativo e viu que um pedaço dele tinha sido cortado. Disse então:

- Este homem não é digno de nossa deusa. Libertai-o. Para a deusa é preciso um homem intacto e este homem tem defeito corporal. Falta-lhe um pedaço do dedo. Deixai-o ir.

Retirando as cordas que o atavam, os homens libertaram o rei e o deixaram partir em paz.

Então o rei lembrou-se das palavras do ministro quando ele cortara o dedo: Deus faz sempre o melhor! Na verdade, se não tivesse tido este feliz corte, seria agora um homem morto. A lembrança do mau tratamento que tinha infringido a seu amigo afetou-o vivamente. Desejoso de reparar seu erro grosseiro, pedindo-lhe perdão, ele por fim o encontrou repousando debaixo de uma árvore. Indo até ele, o rei cercou-o de uma extrema afeição e lhe disse:

- Amigo, peço-te perdão por minha rudeza. Compreendi a verdade do teu provérbio de ouro.

Contou então o incidente do sacrifício destinado à deusa e como havia sido libertado graças ao defeito causado pela ferida.

- Meu senhor - respondeu o ministro - não me causastes nenhum prejuízo. Nada tenho a vos perdoar. Em realidade, vós me salvastes. Podeis vos lembrar que, quando me destes um pontapé e me expulsastes, eu repeti a mesma coisa: "Deus faz sempre o melhor." No meu caso, igualmente, o provérbio se confirmou porque, se não me tivésseis expulsado, eu estaria em vossa companhia quando os homens de Kali vos capturaram e, quando eles descobrissem que éreis impróprio ao sacrifício, eles me teriam ofertado em vosso lugar já que eu não tinha imperfeição corporal como aquela que providencialmente vos coube. Portanto, Deus faz sempre o melhor!

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