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04/02/2012 11:55:43 - Atualizado em 04/02/2012 11:55:43
Sobre Crianças e Futuro

Voltando a refletir sobre a questão do tempo, a fim de fecharmos esta série de textos, falarei um pouco sobre o tempo futuro. Pensando sobre este tema, me indaguei sobre a época em que efetivamente comecei a pensar em meu futuro. Ainda em tenra idade, o ser humano já começa a ter a consciência de que não terá sempre o mesmo tamanho físico, de que crescerá, será um adulto como aqueles que lhe rodeia, que terá uma profissão, uma vida independente. Lembro-me de que com seis ou sete anos já "brincava de futuro", de "ser adulto", e de que seria um profissional do jornalismo. Entretanto, tudo fazia parte de um mundo imaginário. Socialmente, pouco se cobrava que as crianças pensassem sobre o dia de amanhã com tanta antecedência. As crianças eram verdadeiramente crianças.

Percebo que atualmente isto se modificou. Cada vez mais cedo as crianças são chamadas a pensarem e a assumirem responsabilidades de adultos. Inúmeras são as crianças e adolescentes que conhecemos que possuem agendas dignas de pessoas adultas: cursos de inglês, espanhol, balé, natação, aulas particulares, informática... Estamos, desta forma, ainda muito cedo, já passando para nossas crianças a idéia de que o mundo atual é veloz e que, quanto mais cedo elas iniciarem a aquisição de novas habilidades e conhecimentos, maior probabilidade de obterem sucesso rápido na vida adulta.

Estamos esquecendo que crianças devem brincar e brincar daquilo que gostam, daquilo que lhes desperta o desejo, seja o vídeo game ou o tradicional pique-escode. A infância é um tempo relativamente curto. Você já parou para pensar que, somente durante pelo menos os doze primeiros anos de nossas vidas, somos socialmente "autorizados" a brincar? Obviamente este tempo varia de sujeito para sujeito e também entre famílias. Algumas pessoas "brincam" responsavel ou irresponsavelmente durante toda a vida. Brincar responsavelmente seria fazer da vida um prazer constante, achar alegria nas pequenas atividades corriqueiras. Brincar irresponsavelmente seria ser um sujeito adulto no sentido cronológico e estar no tempo presente sem a noção das conseqüências deste presente para o tempo futuro.

Costumamos dizer que as crianças representam o futuro da humanidade. Se não proporcionarmos, contudo, para nossas crianças um presente saudável, uma infância com verdadeiro sabor de infância, teremos adultos submersos em suas frustrações, saudosos de um tempo que nem foi vivido.

Cuidemos do futuro de nossas crianças. Vamos deixá-las ser verdadeiramente crianças!

Com este texto encerro nossa série sobre o Tempo. Agradeço sua atenção. Até semana que vem!

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Samir José
 
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