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04/02/2012 11:57:03 - Atualizado em 04/02/2012 11:57:03
O meu encontro com o Papa: relato de uma história real

Nestes dias, em que a humanidade acompanhou o sofrimento dos últimos momentos na terra e a ressurreição do Papa João Paulo II, decidi abrir um parêntese na série de textos sobre a questão do tempo, para contar uma das mais surpreendentes experiências que vivi: o meu encontro com o Papa João Paulo II. Contarei esta experiência testemunhando alguns sinais do amor de Deus em minha vida, "...a fim de que saibam à evidência, e pela observação compreendam, que foi a mão do Senhor que fez estas coisas, e o Santo de Israel quem as realizou." (Isaías 41, 20)

No ano de 1995, tive o privilégio de acompanhar meu irmão, Pe. Sérgio, numa de suas peregrinações à Terra Santa. Além de Israel, o roteiro da viagem incluía o Egito, a Grécia e a Itália. Acredito que o fato de ter conseguido realizar esta viagem tenha sido algo projetado por Deus, afinal, foi uma passagem ganha por meu irmão, pelo fato de conseguir reunir um grupo tão grande de peregrinos (48 pessoas). Minha mãe, a quem meu irmão ofereceu inicialmente o presente, não o aceitou, fazendo no ano 2000.

No grupo de peregrinos, constavam duas irmãs e um sobrinho do então Cardeal Primaz do Brasil, Dom Lucas Moreira Neves, já falecido. Dom Lucas sempre foi alguém de grande influência na Igreja brasileira e no Vaticano, mantendo um relacionamento de grande amizade com o Papa João Paulo II. Durante a viagem, minha afinidade com seus familiares cresceu, principalmente com Stela, uma de suas irmãs, que residia em São João Del Rei, cidade próxima a Juiz de Fora. Dois anos depois, São João Del Rei me acolheu como estudante universitário e como profissional. Foi onde iniciei minha trajetória na psicologia.

Depois de Israel, Egito e Grécia, Roma foi nosso último destino. Durante os dias em que passamos na Itália, tínhamos um dia livre, onde poderíamos fazer programas alternativos ou simplesmente descansar no Hotel. Os familiares de D. Lucas entraram em contato com um padre brasileiro conhecido que residia no Vaticano. Este conseguiu agendar para que a família de D. Lucas participasse de uma missa na Capela particular do Papa João Paulo II. Seria uma missa informal celebrada pelo Papa para apenas vinte pessoas. Parecia ser um evento que ocorria diariamente na rotina do Santo Padre, contando apenas com a presença de restritos convidados.

Devido a uma indisposição, o sobrinho de D. Lucas optou por não participar da Celebração e as irmãs, Stela e Judite, cogitaram que meu irmão participasse com elas. Contudo, como condutor do grupo de peregrinos, meu irmão já havia programado um passeio opcional à Assis, cidade de São Francisco. Fui eu à missa particular com o Papa João Paulo II.

Fomos recepcionados pelo padre amigo de Judite e Stela. Grandes vitrais e muitas escadas antecediam à capela. Ao chegarmos, nos deparamos com aquele homem de pele e roupa brancas, ajoelhado em um genuflexório próximo a uma poltrona, rezando o rosário. Minha ansiedade em registrar aquele momento ÚNICO era imensa. Tirei cerca de seis fotos do Santo Padre: ajoelhado, levantando-se do genuflexório, voltando-se para trás para ver os convidados que chegavam... Fotografei até que fui impedido por um dos homens que guardavam o Papa. A missa foi celebrada em inglês, pois a maioria dos convidados eram norte-americanos. Algumas situações se perderam de minha memória: não me lembro, por exemplo, se a comunhão foi distribuída aos participantes, se o próprio Santo Padre a distribuiu ou quanto tempo durou a celebração...

Após a missa, fomos convidados a nos retirarmos até um dos corredores fora da Capela, próximo ao quarto do Santo Padre, para o aguardarmos. Ele passou cumprimentando os convidados e, quando chegou até nós, fomos apresentados por alguém (de quem também não me recordo). O Papa foi muito simpático conosco. Perguntou a mim em qual "província" (Estado) eu residia e se eu futuramente iria ser padre. A segunda questão eu não soube responder. Naquele momento, eu, um jovem de 17 anos, de grande fé, na presença do representante de Deus para a humanidade, teria condição de responder alguma coisa? O Papa deu a cada convidado um terço, o qual guardo com grande devoção. Após esta rápida troca de palavras, nos retiramos e eu pouco acreditava no que havia ocorrido.

Foi algo realmente inacreditável. Não é o mesmo que um encontro de um fã com seu ídolo. Representou a bênção e o carinho de Deus por mim. Acredito que estes sinais acontecem em nossas vidas diariamente e de formas bastante simples. É preciso que percebamos, que tenhamos nossa percepção aguçada para entender a presença do Senhor nos grandes e pequenos eventos de nossas vidas.

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Samir José
 
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Psicólogo
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