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04/02/2012 12:02:47 - Atualizado em 04/02/2012 12:02:47
Compras de Natal: Consumidores ou Compradores Compulsivos

Costumamos ouvir de pessoas mais maduras comparações nostálgicas e curiosas entre as formas de vida adotadas pelo homem pós-moderno, e aquelas adotadas num passado recente. Os relacionamentos, o trabalho, a família, o Estado, a política... Enfim, tudo se modificou. Antigamente, pouco ouvíamos falar em depressão, compulsão, transtornos, ansiolíticos (o que também não significa que não existiam). Isto nos leva a perceber que as alternativas utilizadas atualmente para se lidar com a angústia e o sentimento de vazio existencial inerente a todo ser humano, também mudaram. Uma das reações patológicas inconscientes mais adotadas pelo homem moderno para entender e lidar com estes sentimentos é o excesso de consumo, normalmente chamado de compulsão por compras.

Sempre vimos em filmes e novelas ilustrações interessantes, mostrando pessoas de classes mais abastadas que tem por hábito aliviar as tensões cotidianas fazendo compras, quase sempre desnecessárias. Este fenômeno, entretanto, é mais comum do que imaginamos e atinge também pessoas de classes menos favorecidas economicamente, homens e mulheres de todas as idades encaminhadas ao endividamento.

Percebemos nesta forma de compulsão uma tentativa de tamponamento imediato de uma falta angustiante, seguida de um estado de êxtase e saciedade sentidos após a realização de compras, o que também pode ser percebido em alguns casos de compulsão alimentar e uso abusivo de drogas. Parece existir também uma ânsia em responder positivamente a um apelo do Outro social, que de forma imperativa e sedutora induz o sujeito ao consumo: "Tudo em 30 vezes sem juros", "Comece a pagar só em 60 dias", "Ofertas imperdíveis". Desta forma, o sentimento de falta, que normalmente a pessoa sente quando paga um produto à vista (aquela dorzinha no coração ao ver o dinheiro indo embora), por exemplo, é adiado para o dia do vencimento das prestações. É como se a falta do sujeito fosse assim "parcelada" em muitas vezes, engordando o bolso dos lojistas, fornecedores e anunciantes com os altos juros de mercado cobrados nas compras à prazo.

Alguns casos envolvem um estado patológico merecedor de acompanhamento psicoterápico e às vezes até medicamentoso, ajudando o sujeito a conter o ímpeto de comprar compulsivamente. Cabe pensarmos e planejarmos bem nossas compras principalmente nesta época do ano, em que aumentam as facilidades e estímulos do mercado. Havendo necessidade, busque ajuda!!!

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Samir José
 
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