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04/02/2012 12:38:59 - Atualizado em 04/02/2012 12:38:59
Mês da Bíblia
A Igreja dedica o mês de setembro à Bíblia, convidando-nos a uma conscientização maior sobre sua importância em nossa vida.

A Igreja dedica o mês de setembro à Bíblia, convidando-nos a uma conscientização maior sobre sua importância em nossa vida. Ela é o livro por excelência, o fundamento de toda a doutrina cristã. É a revelação do projeto de amor que Deus tem para nós. É o livro mais conhecido do mundo, traduzido em mais de 2.000 línguas, aclamado e colocado em destaque em nossas celebrações, porque é a Palavra de Deus dirigida a nós. Através dela, o próprio Deus entra em contato conosco para comunicar sua vida, como nos ensina Santo Ambrósio: "Ainda agora Deus passeia pelo paraíso quando leio as divinas escrituras".

A Bíblia é o livro da aliança (testamento) de Deus com os homens. Por isso, se divide em duas grandes partes, Antigo e Novo Testamento. Os livros do Antigo Testamento retratam a aliança de Deus com Israel e a experiência do povo na vivência dessa aliança. O núcleo é a libertação do Egito: Deus vem em socorro de seu povo, libertando-o do jugo do Faraó e conduzindo-o à Terra Prometida. Os profetas sempre vão recordar ao povo esse gesto salvífico e convidá-lo à conversão, à fidelidade, à aliança. Através dessa história do povo israelita, Deus vai preparando a humanidade para a vinda do Messias.

O Novo Testamento mostra a vida e os ensinamentos de Jesus de Nazaré, o Messias prometido, e a experiência das primeiras comunidades na vivência desses ensinamentos. Tudo converge para a Páscoa, a morte e ressurreição de Cristo, e é testemunhando essa verdade que nasce a Igreja. A libertação do Egito é sinal da plena libertação que o Ressuscitado veio trazer. Entre os livros do Novo Testamento sobressaem os quatro evangelhos, que revelam de maneira mais acentuada a Jesus Cristo.

Ensina o Concílio Vaticano II, na Constituição Dogmática " Dei Verbum", que "Deus, inspirador e autor dos livros de ambos os Testamentos, de tal modo dispôs sabiamente que o Novo estivesse latente no Antigo, e o Antigo se tornasse claro no Novo. Os livros todos do Antigo Testamento, recebidos íntegros na pregação evangélica, obtêm e manifestam seu sentido completo no Novo Testamento, e por sua vez o iluminam e explicam" (Dei Verbum, 16).

O centro da bíblia é Jesus Cristo. Como afirma o filósofo Hugo de São Vítor, "toda a Sagrada Escritura fala de Cristo e encontra sua plenitude em Cristo, porque forma um único livro, o livro da vida, que é Cristo". E, por isso, São Jerônimo nos adverte: "Ignorar as Escrituras Sagradas é ignorar a Cristo". Ele é a palavra de Deus encarnada, a plenitude da revelação divina, pois como nos ensina a Carta aos Hebreus, "depois de ter falado muitas vezes e de muitos modos pelos profetas, Deus ultimamente, nestes dias, falou-nos por meio de seu Filho" ( Hebreus 1,1-2)

A Igreja sempre nutriu um grande amor e respeito pela Palavra de Deus. E, após o Concílio Vaticano II, valorizou-a mais ainda, propondo que, nas celebrações, ao lado da Mesa Eucarística, esteja também a Mesa da Palavra. Respondendo a esse apelo, multiplicaram-se os cursos e as publicações que ajudam a entender melhor a Palavra de Deus e formaram-se grupos de estudos bíblicos. Nas celebrações, as procissões da bíblia e a entusiástica aclamação dos fiéis também são sinais inequívocos dessa nova mentalidade.

O mês da bíblia nos convida a valorizar ainda mais a Palavra de Deus. Somos convidados a ler, entender, viver e comunicar essa palavra, vendo nela a carta de amor que Deus escreveu para nós. Como nos adverte São Gregório Magno, "a Bíblia é a carta de amor de nosso Pai, e nós a deixamos fechada no envelope".

Assim, a celebração desse mês não deve ser rotineira, mas um tempo privilegiado de conscientização sobre a Sagrada Escritura. Que ela seja o livro especial dentro dos lares e das comunidades, a iluminar nossa vida e nossa caminhada. Mostremos por ela o mesmo amor que temos por Deus, recordando as palavras de Santo Agostinho: "Beijar a bíblia é beijar o rosto de Deus".

Autor: Dom Moacyr José Vitti (Arcebispo de Curitiba/PR)

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