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Santos Anjos
04/02/2012 12:40:34 - Atualizado em 24/08/2013 00:40:05
São Miguel Arcanjo

É urgente, hoje mais do que nunca recorrer à proteção de São Miguel, lembrando que ele é o protetor e o defensor da Igreja e dos fiéis, o guardião do Paraíso, o apresentador das almas junto de DEUS, o Anjo da Paz e o vencedor de satanás. (Pio XII em 8 de maio de 1940)

Por São Tomás de Aquino, o príncipe dos teólogos nos transmitiu toda a ciência dos padres antigos da Igreja, sendo chamado o doutor angélico por seu magnífico tratado sobre os Anjos, baseado nas Sagradas Escrituras e nos grandes doutores, quer da Igreja Católica do Oriente, quer do Ocidente, aprendemos que não só os homens, mas também as nações, as cidades e as instituições da Igreja e até os astros, o reino vegetal, animal e mineral têm um Anjo encarregado de os guardar. A Igreja costuma, a pedido dos povos, por voz da hierarquia, pôr à frente das comunidades, nações e instituições, um protetor. Às vezes é Nosso SENHOR em alguns dos Seus mistérios, ou Nossa Senhora em algum dos Seus muitos títulos, ou algum Anjo ou Bem-aventurado celeste já elevado às honras dos altares.

A este protetor dado pela Santa Igreja, chama-se padroeiro. A Igreja indica-o em nome de DEUS com a autoridade de que está revestida.

Mas o Anjo da guarda de qualquer homem, cidade, nação ou instituição, não é determinado pela Igreja, mas sim, por escolha direta do próprio DEUS; e só poderemos saber quem é, se o SENHOR o revelar de modo a que não haja dúvida.

No Antigo Testamento sabemos que São Miguel era o Anjo custódio do povo eleito, como se lê no livro de Daniel, Cap. 12; e no Novo Testamento, sabemos pelos Santos Padres e Doutores da Igreja que é o guarda do novo povo eleito, que é a Família Cristã, a Santa Igreja Católica que também o proclama na sua liturgia oficial.

Se bem que todas as nações desde que foram constituídas, têm um Anjo delegado e escolhido por DEUS, para as guardar e reger os seus destinos segundo a finalidade que o SENHOR as constituiu, no entanto, só Portugal presta culto oficial e litúrgico ao seu Anjo custódio com Missa e ofício divino próprios.

Foi o Papa Leão X que, a pedido do rei Dom Manuel I, o concedeu. Portugal, foi, assim, a primeira nação e a única no espaço de mais de três séculos, a prestar este culto oficial. E no século XIX, a Espanha também instituiu uma festa litúrgica em honra a seu Anjo custódio, concedida pelo Papa Leão XII que regeu a Cadeira de Pedro entre os anos de 1823 a 1829. Esta festa na Espanha infelizmente desapareceu com as novas reformas litúrgicas, de modo que Portugal continua atualmente a ser a única Nação a prestar culto oficial e litúrgico ao Anjo que DEUS lhe deu para a guardar e reger os seus destinos. Esta festa, feriado nacional, celebra-se atualmente no dia 10 de junho, dia da Raça e do Gênio Lusitano.

Às instâncias de um sacerdote português, também o Exército Azul, de origem americana, mas que tem a sede central em Fátima, e o maior propagandista da Mensagem de Nossa Senhora dada em 1917 aos três pastorzinhos na Cova da Iria, começou a difundir a devoção do Anjo Custódio dos Estados da América. Uma linda imagem deste Anjo, esculpida em Portugal, imagem monumental em mármore branco português, está à veneração do público que acorre ao Santuário em honra do Coração Imaculado de Maria, construído em Washington (D.C.), pelo Exército Azul.

Por enquanto, só se conseguiu que a Missa em honra ao Anjo Tutelar dos Estados Unidos seja celebrada só neste Santuário no dia 4 de julho, feriado do dia da independência do país. Aguarda-se que futuramente a festa possa se estender pelo país.

O pensamento da Igreja sobre São Miguel

Desfraldai o estandarte do ilustre Arcanjo, repeti o seu grito: "Quem é como DEUS?" (Pio Xll em 8 de maio de 1940)

O pensamento da Igreja a família de DEUS, no Novo Testamento, acerca da ação de São Miguel em serviço deste POVO, como encarregado do Altíssimo para o defender e guardar, está bem patente na liturgia universal segundo aquela norma consagrada: "LEX ORANDI, LEX CREDENDI", isto é, a lei que rege a oração oficial da Igreja, aprovada pelo Sumo Pontífice, é a lei que rege a nossa crença.

A Igreja, ao estabelecer uma festa litúrgica com Missa e ofícios próprios para todo o mundo cristão, não nos pode enganar em matéria de fé. Os Soberanos Pontífices, quando nas suas cartas encíclicas nos falam deste ou daquele assunto relacionado com a fé e a moral cristãs, devem também ser escutados e seguidos, pois são o eco do pensar de toda a tradição apostólica, dos padres e doutores da mesma Igreja que interpretam com a assistência divina as Sagradas Escrituras; o mesmo se deve dizer das orações para a Igreja universal aprovadas pela competente autoridade eclesiástica.

Além de outros documentos sobre São Miguel, dos Papas antigos, Sua Santidade João Paulo II na sua visita de 24 de maio de 1987, ao Santuário de São Miguel, no Monte Gargano, na Itália, fez um discurso. Não é uma encíclica, mas mostra-nos o pensar da Igreja sobre a atualidade do culto ao Príncipe e grande Chefe dos Anjos, no mundo de hoje.

Após o encontro com a população, João Paulo II realizou uma breve visita ao Santuário de São Miguel Arcanjo, templo ali construído para recordar as 4 aparições de São Miguel numa gruta da localidade, nos anos 490, 492, 493 e 1656.

Sua Santidade João Paulo II faz eco neste discurso daquilo que os últimos Pontífices têm dito ao povo cristão para que recorra a São Miguel, nesta luta tremenda entre as forças do bem e do mal, chefiadas, respectivamente, pelo glorioso Arcanjo chefe dos exércitos do DEUS Altíssimo e satanás, chefe dos demônios, os anjos caídos. O triunfo final e completo será de São Miguel com os seus Anjos, como dizem as Escrituras santas, que pelejaram contra o dragão, o diabo e os seus seguidores, precipitando-os para sempre nos abismos infernais.

Sua Santidade Pio IX, de gloriosa memória, escreveu: "São Miguel é quem tem maior capacidade para exterminar as forças malditas, filhas de satanás, que juraram a ruína da sociedade cristã".

Sua Santidade S. Pio X, disse em 18 de setembro de 1903: "DEUS, na primeira luta, venceu, servindo-se do Arcanjo São Miguel; devemos, portanto, acreditar firmemente que a luta atual terminará triunfante e também como outrora com o socorro e ajuda deste Arcanjo bendito".

Foi por estar convencido da realidade desta terrível luta final, que o predecessor de S. Pio X, o grande Papa Leão XIII, mandou que obrigatoriamente no fim de todas as Missas rezadas, os sacerdotes rezassem a oração a São Miguel que ele mesmo compôs e fez publicar com a data de 29 de setembro de 1891. Esta oração já não é obrigatória no final da Missa, com as novas reformas litúrgicas; mas não está proibida e pode rezar-se em outras ocasiões em público e em particular. Muitos sacerdotes, e simples fiéis, tomaram a iniciativa de a rezar no final do terço, no fim do Angelus, etc. É muito louvável este costume.

A imprensa mundial tem relatado, nestes últimos anos, o segredo até há pouco tempo oculto que motivou o mandato de Sua Santidade Leão XIII para a reza oficial a São Miguel Arcanjo: o Papa, quando dava a sua ação de graças na Missa, viu, em determinado dia, a Terra ser inundada por nuvens sombrias de espíritos infernais. Terá ouvido mesmo a discórdia entre satanás com JESUS CRISTO, dizendo-Lhe que lhe desse mais tempo e ele destruiria a sua Igreja.

- Terás o tempo que pedes, depois faremos as contas, respondeu JESUS. Leão XIII, iluminado por DEUS, compreendeu que era a São Miguel que o SENHOR havia reservado a honra de precipitar novamente no abismo a satanás e aos outros espíritos malignos.

A oração composta por Sua Santidade anda ainda de boca em boca e é rezada por milhões e milhões de cristãos em cada dia:

"São Miguel Arcanjo protegei-nos neste combate, cobri-nos com o vosso escudo contra as mentiras e ciladas do demônio. Ordene-lhe DEUS, instantemente o pedimos e vós, Príncipe da Milícia Celeste, pelo divino poder, precipitai no Inferno a satanás e a todos os espíritos malignos que andam no Mundo para perdição das almas. Amém".

O mesmo Pontífice compôs, ainda, um exorcismo contra satanás e os anjos rebeldes que tem o seu nome - Exorcismo de Leão XIII, e que nos mostra a ação nefasta do maligno, nos nossos dias, e como é necessário recorrer à poderosa intercessão da Virgem Maria e de São Miguel, no ataque contra as forças do mal, quer se trate de males físicos como da alma. Inimigo dos homens, satanás tem inveja deles e ainda quando parece ajudá-los favorecendo-lhes uma vida de dinheiro, sensualidade e sorte, é sempre tendo em mira a sua condenação eterna.

Sua Santidade Pio XI recomendou que se pedisse a DEUS, por intercessão de São Miguel, a conversão da Rússia.

O Papa Pio XII, conhecido como Pastor Angélico, proclamou em 8 de maio de 1940, que "era urgente hoje, mais do que nunca, recorrer à proteção de São Miguel, lembrando que ele é o protetor e o defensor da igreja e dos fiéis, o guardião do Paraíso, o apresentador das almas junto de DEUS, o Anjo da Paz e o vencedor de satanás". E no dia 8 de maio de 1945, fez novamente este apelo: "Soltai o estandarte do ilustre Arcanjo, repeti o seu grito: Quem é como DEUS?" E perante as ofensivas maçônicas, o ilustre Pontífice designou São Miguel como o modelo e o protetor da Ação Católica. Perante tais exemplos e apelos, vindos de tão alto, recorramos a São Miguel cheios de confiança.

Aparição de São Miguel a Antônia de Astônaco

Foi também em Portugal que se deu uma das mais célebres aparições de S. Miguel. Esta aparição deu a volta ao mundo através da célebre Coroa Angélica em honra a S. Miguel e dos 9 coros do Anjos, com promessas salutares para vida e para a morte. Esta devoção está propagada em várias línguas, aprovada pelos respectivos bispos diocesanos e de modo especial pelo Papa Pio IX, sábio e santo, que a enriqueceu de indulgências em 8 de agosto de 1851."

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