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04/02/2012 12:45:23 - Atualizado em 04/02/2012 12:45:23
O Rito dos Exorcismos

Reproduzimos aqui o texto apresentado a imprensa pelo Cardeal Prefeito, Sua Eminência Jorge Arturo Medina Estévez, aos 26 de janeiro de 1999, na Sala de Imprensa da Santa Sé.

Para entender o que é o exorcismo, se deve partir de Jesus Cristo e de sua mesma práxi.

Jesus Cristo veio para anunciar e inaugurar o reino de Deus no mundo e aos homens. Os homens têm uma habilidade para acolher Deus nos seus corações (Rm 5, 5). Esta habilidade acolher a Deus vem, porém, ofuscada pelo pecado e, às vezes, o mal, no homem, ocupa o lugar onde Deus quer viver. Por isto Jesus Cristo veio livrar o homem da dominação do mal e o pecado e assim também de todas as formas de dominação do maligno, isto é, do diabo e dos espíritos malignos chamados malignos demônios que querem desviar o sentido da vida do homem. Por esta razão Jesus Cristo despachou os demônios e livrou os homens das possessões dos espíritos malignos, dando espaço ao homem, de forma que estes últimos adquiriram a liberdade para Deus, o qual quer dar seu Espírito Santo ao homem que chamou para se tornar seu templo (1 Cor 6, 19,; 1 Pd 2, 5) dirigir seus passos (Rm 8, 1-17,; 1 Cors 12, 1 -11,; Gal 5, 16-26) para a paz e a salvação.

Aqui entra a Igreja e o seu ministério. A Igreja é chamada a seguir Jesus Cristo e ela recebeu o poder, de Cristo, para continuar no seu nome a sua missão. Então a ação de Cristo para libertar o homem do mal será praticada pelo serviço da Igreja e seus ministros ordenados, designados pelo Bispo cumprindo os ritos sagrados dirigidos para livrar os homens da possessão do maligno.

O Exorcismo é, então, uma forma antiga e particular de oração que a Igreja que usa contra o poder do diabo. Aqui como no Catecismo da Igreja Católica (CEC) se explica o que é exorcismo e como é praticado:

Quando a Igreja questiona publicamente e com autoridade, em nome de Jesus Cristo que uma pessoa ou um objeto é protegido contra a influência do Maligno e é subtraído a seu domínio, se fala de exorcismo. Jesus o praticou (Mc 1, 25 ss.); d´Ele que a Igreja deriva o poder e a tarefa para exorcizar (cf. Mc 3, 15,; 6, 7.13; 16, 17). Uma forma simples de exorcismo é praticada durante a celebração do Batismo. Exorcismo solene, o chamado "grande exorcismo", só pode ser praticado por um presbítero e com a permissão do Bispo. Nisto é necessário proceder com prudência observando rigorosamente as normas estabelecidas pela Igreja. Exorcismo destina-se a despachar os demônios ou livrar da influência demoníaca e isto pela autoridade espiritual que Jesus confiou a sua Igreja. Muito diferente é o caso de enfermidades, sobretudo psíquicas, de quem cuidado reentra no campo da ciência médica. É importante, então verificar, antes de celebrar o exorcismo que enfileira de uma presença do Maligno e não de uma enfermidade (cf. Código Direito Canônico, Cân. 1172) - (CEC, n. 1673).

A Sagrada Escritura nos ensina que os espíritos malignos, hostis de Deus e do homem, desenvolvem a ação deles de modos diferentes; entre estas assinalam-se a obsessão diabólica ou possessão diabólica. Mas a obsessão diabólica não é o modo mais freqüente com o qual administra sua influência o espírito das trevas. A obsessão tem características de espetacularidade e nisto o demônio é destinado de um certo modo das forças e da atividade física da pessoa que sofre a possessão. Não é capaz, porém, de destinar a livre vontade do sujeito, e então o demônio não pode obter da pessoa possessa um envolvimento do livre-arbítrio, a o ponto de cometer pecado. Não obstante a violência física que o diabo administrou na pessoa furiosa é um incentivo ao pecado e é isto que ele quer adquirir. O ritual do exorcismo sinaliza critérios diferentes e sinais que permitem chegar, com certa prudência, para a convicção que se trata mesmo de uma possessão diabólica. É então que o exorcista autorizado pode executar o rito solene do exorcismo. Entre estes critérios estão: o falar de muitas palavras de idiomas desconhecidos ou a entender; fazer notas coisas distantes ou escondidas; mostrar forças além de sua própria condição e isto junto com aversão veemente de Deus, de Maria Santíssima, dos Santos, da cruz e das Imagens Sacras.

Sublinha-se que para executar o exorcismo é mister a autorização do Bispo diocesano que pode ser concedida para um caso específico ou em geral e de modo permanente para o Padre que administra na diocese o ministério de exorcista.

O Ritual Romano contém, num capítulo especial, as indicações e o texto litúrgico dos exorcismos. Este capítulo era o último e permaneceu sem ser revisado depois do Concílio Vaticano II. O plano final deste Rito dos Exorcismos requereu muitos estudos, revisões, aggiornamenti e mudanças com várias consultas das Conferências episcopais, depois de uma análise de uma Assembléia Ordinária da Congregação para o Culto Divino. O trabalho valeu dez anos e deu como resultou o texto atual, aprovado pelo Sumo Pontífice, que hoje publicado e enviado para disposição dos Pastores e os fiéis da Igreja. Um trabalho de competência das respectivas Conferências Episcopais permanecerá imóvel: ou seja, da tradução deste Ritual nos idiomas vernáculos aos territórios respectivos; esta tradução deve ser exigida e fiel ao latim original e deve ser submetida, conforme a norma canônica, para o recognitio da Congregação para o Culto Divino.

No Ritual que nós hoje apresentamos se coloca, acima de tudo, o rito do exorcismo, propriamente dito, para praticar numa pessoa possessa. Seguindo as orações de recitar-se publicamente por um padre, com a permissão do Bispo, quando ele julga prudentemente que há uma influência de Satanás em lugares, objetos ou pessoas, sem chegar, porém, a este estágio de uma real e verdadeira possessão. Há, além de, uma colheita de orações para recitar reservadamente dos fiéis, quando eles suspeitam com fundamento de serem sujeitos de influências diabólicas.

Exorcismo tem como ponto de partida a fé da Igreja de acordo com a qual Satanás e os outros espíritos malignos existem, e que a atividade deles consiste em alienar os homens do caminho da salvação. A doutrina católica ensina que os demônios são anjos decaídos por causa dos pecado deles, que eles são seres espirituais de grande inteligência e poder: "O poder de Satanás, porém, não é infinito. Ele não é nada mais que uma criatura, poderoso pelo fato ser puro espírito, mas também sempre uma criatura: não podem impedir o edifício do Reino de Deus. Embora Satanás age no mundo para ódio contra Deus e seu Reino em Cristo Jesus, e embora a sua ação provoque danos sérios - de natureza espiritual e indiretamente também de natureza física para todo homem e para a sociedade -, esta ação é permitida pela Providência Divina que dirige a história do homem e o mundo com força e doçura. A permissão divina da atividade diabólica é um mistério grande, mas "nós sabemos que Deus coopera em tudo para o bem daqueles que o amam" (Rm 8, 28) (CEC, n. 395).

Gostaríamos de sublinhar que habitualmente o influxo nefasto do demônio e de seus seguidores é exercido pela decepção, a mentira, a mentira e a confusão. Como Jesus é a Verdade (cf. Jo 8, 44), assim o diabo é o mentiroso por excelência. Por muito tempo, desde o início, a mentira é a sua estratégia perfeita. Não há nenhuma dúvida que o diabo tem sucesso a apanhando tantos pessoas na rede das mentiras, pequeno ou clamoroso. Engana os homens fazendo crer que é a felicidade se encontra no dinheiro, no poder, na luxúria carnal. Engana os homens que os persuadindo de que não precisam de Deus e que eles são auto-suficientes sem necessidade da graça e a salvação. Diretamente engana os homens diminuindo, fazendo desaparecer o sentido do pecado substituindo a lei de Deus como critério de moralidade, os hábitos ou as convenções da maioria. Persuade as crianças de que a mentira é um modo formal para solucionar problemas diferentes, e assim, se cria entre os homens uma atmosfera de desconfiança e suspeita. Atrás das mentiras e as mentiras que trazem a imagem do Grande Mentiroso são desenvolvidas incertezas, as dúvidas, um mundo onde não há mais segurança, nem a Verdade e onde, reina o relativismo e a convicção que liberdade consiste no fazer o que quiser; assim não se entende mais que verdadeira liberdade é a identificação com o desejo de Deus, fonte do bem e a única possível felicidade.

A presença do diabo e sua ação, explica a advertência do Catecismo da Igreja Católica: "a condição dramática do mundo que mente tudo, debaixo do poder do maligno (1Jo 5, 19), faz da vida do homem uma luta: "A história humana inteira é penetrada, de fato, de uma luta terrível contra os poderes das trevas; luta começada como a origem do mundo que durará como o Senhor diz, até o último dia. Inserido nesta batalha, o homem tem que lutar sem esmorecer para poder ficar unido ao bem, nem pode alcançar sua unidade interna se não a preço de grandes trabalhos, com ajuda da graça de Deus". (Concílio Ecumênico Vaticano II, Constituição pastoral na Igreja no mundo contemporâneo, Gaudium et spes, n. 37, 2)" - (CEC, n. 409).

A Igreja está segura da vitória final de Cristo e, por isso, não permite um ao outro para arrastar ao medo ou ao pessimismo, mas ao mesmo tempo está atenta a ação do maligno que tenta de nos desencorajar e semear a confusão. "Tenha confiança - diz Senhor - eu venci o mundo!" (Jo 16, 33). Neste contexto encontramos o lugar do exorcismo, expressão importante mas não o único, da luta contra o maligno.

Dal Vaticano, il 26 gennaio 1998

Autor: Jorge A. Card. MEDINA ESTÉVEZ
Fonte: Texto extraído do site: http://sociebrasicanon.vilabol.uol.com.br/ritoexorcismo.htm 

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