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Diversos
04/02/2012 12:51:47 - Atualizado em 04/02/2012 12:51:47
Congresso Restaura RCC

Fafoo Costa
O IX Congresso da Renovação Carismática Católica foi além de uma bênção, como disse Padre Gilson, foi um tempo de reflexão, um puxão de orelhas, uma sacudida, um alerta. A necessidade de voltar às origens, a alegria, a obediência e providência do congresso preceder o tempo de preparação de Pentecostes. Ainda, como sinal, a chegada de um novo pastor para a Arquidiocese de BH, o arcebispo Dom Walmor. Sua presença foi breve, forte e doce. A ausência constatada foi a da maioria dos coordenadores de Grupos de Oração, apesar de todos terem sido chamados a participarem do encontro pela direção da RCC-BH. .

Durante os intervalos o comentário girava sobre o que estava sendo dito nas palestras. Tudo era compartilhado praticamente por todos. Mas é preciso mudar, transformar. .

Português Claro
Os dois dias do congresso ocorridos na quadra do Colégio Monte Calvário foram de alegria, sintonia, chamados e ouvidos atentos. Os palestrantes falavam um português claro, contendo ensinamentos, mas propondo a todos para uma reflexão de forma objetiva, sem meandros, dura, nada de que para um bom entendedor meia palavra basta. Não tudo foi dito em português claro, nada subtendido. Melhor, tudo esclarecido, e pela unção dos dois padres, que jogaram por terra o dito popular que santo de casa não faz milagre. Pelo contrário. .

Como o congresso foi proferido por dois palestrantes, às vezes falava Pe. Sérgio outras Pe. Gilson às vezes os dois. Se a hora era de brincadeiras eles brincavam descontraidamente. Se era um alerta, uma repreensão, também era dito, mas de forma clara para apontar os erros e o caminho de volta, o caminho às raízes, às origens. Eram dois padres, duas pessoas que expressaram de forma diferente. Um completava a fala do outro, parecia uma dupla bem ensaiada, superafinada. Só que o grande maestro era o Senhor e eles seguiam à risca, obedientes à batuta do Mestre. .

Mudar, eu? Não, mude você
O objetivo era ensinar e muitas vezes os palestrantes diziam o verdadeiro significado de algumas palavras. O verbo vazar é diferente de transbordar. O primeiro é desperdiçar já transbordar é estar cheio, comunicando, interagindo. Portanto, explica Pe. Sérgio precisamos transbordar e não desperdiçar cada graça do Espírito Santo. .

A hora é de fazer uma revisão e deve culminar na confissão e fazermos um exame de consciência sobre o nosso verdadeiro pecado: que atitudes tomamos em nossa comunidade. Pe. Gilson diz que coração frio é distante. Se não há amor, Deus não está e vice-versa. Antes de julgar o próximo, as atitudes do outro, devemos ver como anda a nossa vivência. Nós, disseram os palestrantes, projetarmos no outro a nossa sombra, o que vai criar mais em nós a luz ou a escuridão? Como estamos olhando o outro irmão? O que minha boca tem falado? Quando um irmão desanima, eu o empurro para o buraco ou estou ali para ajudá-lo a se levantar? Sinal de alerta para o ciúme, inveja, maledicência (Gal 5, 19-26). A marca do cristão é o amor que cultiva no seu coração. .

Precisamos estar atentos, salientaram os palestrantes, para entendermos que "é preciso suportar o irmão. Igreja não é essa de amigos. Deus nos quis reunir como igreja, pois temos pontos em comum. Não somos grupos perfeitos. Suportar é amar o outro com seus defeitos. Ser irmão é carregar o peso do outro" .

De maneira geral afirmamos que o outro é que tem que mudar, mas eu não posso obrigar o outro a mudar. Devemos nos perguntar: "E eu em que posso mudar?" .

Grupos de Oração
Na década de 80 o que diferenciava a Renovação Carismática, movimento de leigos com estrutura voltada para os Grupos de Oração, dos outros grupos dentro da igreja era a paixão. Todos estavam apaixonados pelo Espírito Santo e passaram a buscá-lo avidamente, relembra Pe. Sérgio. Muitos integrantes foram participando de vários movimentos, as secretarias, crescendo, tornando-se grandes estruturas com importância direcionada a elas e não às pessoas. Ocorre a inversão: enquanto as estruturas foram se transformando em superestruturas e mais fortes, com a base acontece o inverso, ou seja, ficam mais frágeis. Lideranças ocupando cargos nestas estruturas e os Grupos de Oração fracos e sem liderança. O palestrante continua e fala da situação atual "povo meio perdido. Os grupos de oração param de crescer transformando-se em grupos de reza". .

O problema, este arrefecimento, esclarece o padre, não está acontecendo só em nossa diocese, mas em todo o Brasil. A força que antes estava perto de nós, a evangelização que acontecia de forma direta, é transferida para comunidades de carismas específicos como Canção Nova, Toca de Assis, entre outras. .

Pergunta o sacerdote: Poderá haver mudança, retorno às raízes? "Só Deus é que pode despertar os nossos corações". Isto está ocorrendo porque os servos não estão sendo levados a sério. Não estão ocupando o seu lugar. Os Grupos de Oração ensinam. Lá é o lugar de aprender, crescer (Ez 37, 1-10). Nesse monte de ossos só o Senhor pode reviver e dar vida, e este mundo sem vida voltar a ser um exército. O Senhor vai fazer reviver aquilo que está morto mas para esta revitalização é preciso dedicação à obra, sem ela não há crescimento. Para tal soerguimento é preciso cuidado uns com os outros, a busca de integralidade, inteireza." .

Mas não adianta só empolgação, pois esta não gera vida. "Devemos ter entusiasmo", palavra que vem do grego e que quer dizer "ter Deus dentro de si"". Pe. Sérgio exemplifica este caminho com um símbolo que o mineiro entende como ninguém: o trem. O caminho, o trem da RCC tem que passar por Ezequiel 37. .

E neste trem é preciso saber que suas estações, seus caminhos, suas rotinas - como afirmou Pe. Gilson - que "Grupo de Oração não é para resolver problemas, mas é para levar Jesus ao seu mundo. .

Desobediência
Para criarmos intimidade com Deus é preciso antes de mas nada estar em contato, com a Palavra, aceitando o seu senhorio, lhe dedicando amor incondicional. Pe. Gilson fala do amor, pois este sentimento nos deixa leves e quando estamos apaixonados queremos obedeer. Então é preciso trilhar o caminho de volta, ou seja, apaixonar novamente por Deus. Da mesma maneira como Deus se entretinha com Moisés (Ex. 33, 7-110. Ele também quer ter este contato conosco, frisa Pel Gilson. Para atingir este objetivo é preciso ser obediente, estar consciente de que Deus não só está comigo, mas luta comigo. Saber que a nossa Igreja não e igreja de supermercado onde se vai, compra e volta para o pecado e muito menos é igreja de conto de fada. A vida com Deus, conclama Pe. Gilson, passa pela vida concreta, passa pela Igreja e pelo mundo em que vivemos. É contato diário. Religião, explica, é o mesmo que religar, é contato. Quanto mais nos aproximamos d luz, mais veremos as impurezas dentro de nós. .

Pe. Gilson chama a todos a repensar a obediência. Nós estamos obedecendo ao padre e desobedecemos o Senhor. Há uma linha tênue, porém bem definida neste alerta, neste ensinamento. Não é desobedecer as ordens do pároco de sua igreja, mas ter em sua mente de forma bem clara que a obediência por amor é persistente e perseverante. "Não podemos obedecer a Deus por medo. A obediência nasce do coração enamorado por Deus. O amor de Deus não escraviza, liberta. .

Entrevistas
Para o coordenador arquidiocesano da RCC-BH, Sebastião Vital da Silva, o IX Congresso foi excelente e um dos melhores já realizados. Com pregações voltadas para a realidade da Arquidiocese, sua esperança é de que o evento contribua para que a espiritualidade d RCC nos Grupos de Oração cresça e, assim, as pessoas retomem a responsabilidade de evangelizar. "Ir atrás do povo, evangelizar, com novo ardor missionário. Além disso, creio que o Congresso ajudará as pessoas a assumir o seu chamado." Sebastião também enfatizou a presença de Dom Walmor, que marca o início de uma nova história da RCC na Arquidiocese de BH. .

Maria Arenita - Jardim Alterosa, Betim - Igreja Santa Terezinha.
É a segunda vez que participa. Esta senhora de 52 anos disse que o congresso estava uma maravilha e nestes encontros busca a paz e a leva a seus familiares retornando para a sua casa renovada. Ela avalia a palavra dos palestrantes com a realidade vivida em sua comunidade. "É uma turma rezando, a outra chega e fica rezando alto atrapalhando. O que está havendo é desarmonia. O coordenador não conversa, não aceita crítica e nem muda. O que fazer"? questiona. O coordenador de seu grupo não compareceu. De um total de 5 integrantes no Congresso só dois perseveraram." A igreja encre, mas está precisando ação. Se um não fizer, ter boa vontade, como o Espírito Santo vai agir nele? Bem eu vou levar os ensinamentos a comunidade".

Shirley Evangelista Alves, 26 anos, Bairro Bom Jesus - Nossa Senhora do Carmo.
É a primeira vez que participara do Congresso. Achou maravilhoso. Quanto à palavra dos palestrantes, ela disse que "é o que de fato está ocorrendo, com os grupos de oração. Os servos desistindo do caminho. Falta estudo, poucos querem servir. Acho que é falta de obediência".

Aparecida Donata Pinto - Jatobá, Paróquia Maria Estrela da Evangelização.
Tem seis anos que participa dos congressos. Este ela está achando diferente dos anteriores porque os pregadores "são mais ungidos, pregando com mais amor, mais a realidade dos grupos". Ela disse que o coordenador "precisa ser mais presente, ter mais participação e freqüência, além da unção dos pregadores do Grupo de Oração. Só ela participou do Congresso. E agora, pergunto. "Agora? Tenho e vou passar o que aprendi a eles". Ela retorna os elogios aos padres que conduziram o congresso. "Gostei muito mais dos padres daqui. Tem coisas boas aqui e olha que muita gente deixou de vir porque (o pregador) não era de fora. É eles perderam. Deus os abençoe." .

Júlio César Gomes Cardoso - 19 anos - São Brás - Conjunto Santa Maria. .
É a primeira vez e considera que o congresso está sendo muito bom. O grupo do qual participa possui entre 50 e 70 integrantes, cerca de 10 estiveram presentes. Júlio afirmou que tudo transcorreu muito bem, não sendo necessário haver nenhuma mudança na organização. "A mudança mesmo deverá ser no agir com as pessoas".

Ana Lúcia Gonçalves da Silva, 32 anos - Igreja Nossa Senhora do Carmo.
Ela é coordenadora de grupo, sendo esta a segunda vez que participa do congresso e o considerou bom. Segundo ela este foi diferente do último por ter tido mais ensinamento já que o outro foi mais de cura e libertação. Este ano a palestra está mais voltada para o coordenador. O que os palestrantes afirmaram, Ana disse que está acontecendo com ela, "a gente está enfraquecendo na caminhada. Precisamos restaurar, reforçando a chama que alimentará a gente, principalmente para quem trabalha fora, é dona-de-casa e coordenador". Este acúmulo de atividades ocasiona desgaste para o coordenador e servos". Ela disse que foram muitas as informações recebidas sendo preciso voltar a "fita" devagarinho. Como coordenadora ela também vê problemas nos servos "muitos estão perdendo carismas, pois no lugar de orar para o povo o servo está pedindo oração. Temos que colocar os ensinamentos em ação, caso contrário não adianta vir ao congresso. Antes a RCC tinha vigor. Tudo é um alerta, com um esforço a gente pode conseguir. Tem que haver esforço".

Maria da Penha Fernandes - intercessora da Comunidade Resgate.
Ela participou dos congressos anteriores e considerou este excelente. Ela elogia a escolha pelos pregadores locais. Segundo ela a coordenação da RCC-BH fica "procurando por pessoas com outros carismas e este foi uma grande surpresa. O Espírito Santo levantou daqui pregadores lotados de dons e carismas. Eles falaram com muita unção vinda do próprio Espírito Santo. Antes do Congresso houve muitos comentários sobre os palestrantes serem de BH, já conhecidos já conhecidos por participarem de missa na São José. " A espiritualidade deles é forte e pregam com unção e segurança. Um diferencial é que os padres estão falando o que vivem. Existem milhões de pregadores, mas o verdadeiro pregador não é só o que fala a Palavra, mas o que a vive".

Maria Duarte da Silveira - Paróquia de Santa Luzia - Cidade Nova.
Ela está achando que o congresso está passando instruções muito boas. A bagagem que estamos precisando, reavivamento para conseguir mais força. Após o encerramento devemos ir ao encontro, não ficar esperando porque queremos ver Jesus e levar outras pessoas também para vê-lo. Ela disse que cerca da metade dos integrantes do grupo participaram do congresso e também de seu coordenador.

Paulo Ferreira Lima - Coração Eucarístico.
"Eu participei do congresso só no domingo. Quando ouvi Dom Walmor falar "eu queria ficar o dia todo com vocês" meu coração ficou numa felicidade!!! Dom Walmor é mais do que pedimos a Deus para a nossa Arquidiocese. Nossa Igreja vai crescer demais agora. Tenho certeza que a igreja vai deslanchar. É uma bênção para BH".

Dom Walmor
O Arcebispo Da Arquidiocese de Belo Horizonte, Dom Walmor de Azevedo, nos fez uma visita no domingo pela manhã. A assembléia o ovacionou e entoou a música como são belos os pés do mensageiro enquanto entrava no recinto. Ele sentiu o amor que todos sentem por ele, apesar do pouco tempo de bispado. São as suas ovelhas ávidas para ouvir a voz de seu pastor, reconhecendo nele a autoridade que nos levará a trilhar os caminhos de Deus. A assembléia confia e está ansiosa para demonstrar o seu amor.

Ele disse estar feliz em estar conosco, mesmo que por pouco tempo para compartilhar "sentimentos de fé, esperança neste caminho tão bonito que a nossa igreja faz encontrando em vocês e em toda a RCD uma grande força para anunciar Jesus Cristo, o Senhor da Vida. Ele afirmou que agora no início de sua vida como arcebispo não está podendo dar muito tempo a poucos, "mas um pouquinho a todos". Dom Walmor nos falou sobre a amizade que possui pelos padres Gilson e Sérgio e do sentimento de alegria provocado por " sentir algo forte um sentimento que vinha de todos os corações, uma emoção muito profunda convencendo-me da presença forte, invisível, mas tocante do Senhor Jesus. A presença amorosa pela ação de seu Espírito."Dom Walmor ressaltou a importância de juntos "invocarmos sua presença para que o nosso coração se abra e sejamos dignos dessa promessa, o envio do paráclito, deixando bem atualizado no coração de cada um de nós o tudo o que ele nos diz. Este Jesus que está presente aqui e presente em nossa igreja".

Igreja Rueira
Aproveitando o momento, ele nos falou do Projeto Nacional de Evangelização documento oficial da CNBB - 72 que precisa ser um passo novo e que precisará da força importante que a da RCC presente em todos os lugares. Ele conclama a todos a lerem este documento. A missão deste documento será evangelizador e missionário e executado por todos nós disse Dom Walmor por causa do trabalho missionário a ser realizado "será um banho de fé e amor em toda a nossa igreja no Brasil. Testemunho, diálogo de uns com os outros, no serviço dos que mais precisam - que significa dar nossas estruturas, mais vida, mais serviço, mais dinâmica e sobretudo dar gosto novo ao Católico do Brasil. Será um rosto novo que precisa ter uma intimidade maior com a Palavra de Deus. Atitudes orantes, compromisso com a caridade para com os irmãos que mais precisam e a coragem missionária de anunciar sem medo, em todo o lugar: elevador, no trabalho, na rua - com respeito aos outros, mas na coragem de dar testemunho desta fé tão lind que nós professamos, que é a fé em Cristo Jesus. Ele disse que os bispos estão dizendo que a igreja precisa ser mais rueira., uma igreja nas ruas, de casa em casa, abordando as pessoas, falando-lhes quem é a razão de nossas vidas: Cristo Jesus. Este projeto deverá repensar a evangelização e para isto deverá sair de suas estruturas e oferecer a todos o sabor desta sedução. Dom Walmor falou ainda que sabe que o coração da Renovação Carismática Católica é aberto e precisa contar com todos.

Antes de ir embora nos deu uma bênção em sinal de carinho. Explicou que ao orarmos fazemos carinho no rosto de Deus, que é nosso Pai, e Ele fazendo carinho em nós, que somos seus filhos. E aquela bênção seria o carinho dele no rosto de cada um dos presentes.

E cantou: Oh! Luz do Senhor que vem sobre a terra inunda meu ser, permanece em nós.

Oh! Luz do Senhor que vem sobre a terra inunda meu ser, permanece em nós.

E pediu ao Pai por nós: Pai Santo e Misericordioso, aqui estão filhos e filhas vossos. Jesus prometeu a eles e a nós a vossa igreja, enviaria como vai enviar sempre o vosso espírito santo paráclito, o defensor, o consolador. Fazei que venha sobre todos eles a vossa benção e fortalecidos no vosso Santo Espírito, por sua ação invisível e amorosa sustentados para construção de suas vindas e edificação de suas famílias, nesta igreja nossa, nessa hora nova sejam missionários ajudando a todos encontrar o caminho que nós por graça e benevolência vossa encontramos também a todos dando saúde, paz, coragem, alegrias e as graças de que precisam pra si mesmos para suas famílias e comunidades. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Após este carinho, Dom Walmor se despede e faz um pedido para que em sua travessia para se retirar a assembléia cantasse a música Santa Mãe Maria. Que Dom Walmor aceite o nosso canto também como uma oração, um carinho nosso e de nossa Mãe.

Fonte: O Semeador

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