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30/11/2013 15:52:12 - Atualizado em 30/11/2013 15:52:12
CAMPANHA DANIEL DE JEJUM E ORAÇÃO 2013
Naqueles dias eu, Daniel, estava pranteando por três semanas inteiras. Nenhuma coisa desejável comi, nem carne, nem vinho entraram em minha boca, nem ungi com unguento, até que se cumpriram as três semanas completas. (Dn 10,2-3)

 

A passagem acima descrita, tirada do livro de Daniel, é o exemplo clássico de um “jejum parcial”, realizado em meio às atividades do dia a dia, com o propósito de alcançar de Deus a revelação de sua vontade. Chamamos de “jejum parcial” porque consiste na aplicação de uma dieta limitada, ao invés da abstinência absoluta de alimentos. No primeiro dia da

Está claro que existe um valor muito grande neste tipo de jejum. Lendo os versículos seguintes deste capítulo de Daniel, verificamos que o culminar deste jejum foi uma tremenda visitação do Anjo do Senhor com uma revelação indispensável a respeito das batalhas que se travam nas regiões celestes (vv. 13-22). Além disso, o próprio Senhor, em sua visita a Daniel, assegura com palavras encorajadoras a eficácia de seu jejum e penitência: “Não temas, Daniel, porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu espírito a compreender, e em que humilhaste diante de Deus, tua oração foi ouvida, e é por isso que eu vim .” (v. 12)

Aleluia! Quando nós somos movidos pela promessa de Deus e numa atitude que o agrada, começamos a transformar esta promessa em realidade no jejum e na oração. Neste momento em que nosso coração se humilha e busca a face do Senhor, nossas palavras são ouvidas no céu.

Daniel dedicou 03 semanas completas (21 dias) ao jejum e à oração. O tempo dedicado ao jejum é reservado para buscar o Senhor, mesmo em meio às atividades cotidianas. Em Mt 6,1-18 vemos como Jesus indica o jejum, a oração e a esmola como sinais característicos da vida de um cristão fiel. Em alguns momentos de decisão, porém, somos convocados a intensificar nossa comunhão com o Senhor. Segundo o desejo de Jesus, devemos fazer isto sem ostentação, mas com discrição e buscando agradar somente ao Pai.

Outro fator importante em um tempo de jejum é o propósito que nos move a fazê-lo. Um jejum sem propósito definido é como vagar num túnel escuro, sem se saber de onde vem ou para onde vai. Olhando as Sagradas Escrituras, encontraremos muitas razões que levaram as pessoas ao jejum. Se vamos jejuar temos que ter objetivos firmes e claros pelos quais lutar:

  • Estar com Deus;
  • Receber sua Palavra e alguma orientação concreta;
  • Interceder por alguém ou alguma situação;
  • Enfrentar satanás e suas tentações;...

I - Como faremos nosso jejum?

       Por três semanas (21 dias), a contar do dia 01 de dezembro, somos convocados a um jejum parcial. Será um tempo de maior oração e dedicação ao Senhor.
Durante este tempo, evitaremos alimentos pelos quais buscamos mais saciar nosso gosto do que as necessidades de nosso organismo (doces, refrigerantes, excesso de frituras ou outros alimentos que constituem hábitos alimentares aos quais estamos apegados). Além disto, evitando extravagâncias, vamos escolher entre duas opções:

  • Iniciar a alimentação diária só a partir das 12 horas, ou
  • Simplesmente cortar uma das refeições do dia.

Cuidado somente para não “descontar” na próxima refeição para compensar o que não foi comido. Pessoas, que fazem uso de medicação, devem estabelecer o jejum em conformidade com o horário dos remédios, bem como aquelas com problemas de pressão alta ou diabetes, ou outro tipo de limitação de saúde, restrição alimentar podem fazer jejum de televisão, conversas ou outras coisas. Mas lembre-se: inicialmente o jejum consta de algum sacrifício na alimentação.

Roteiro para a Campanha “DANIEL” de Jejum e Oração
M A R A N A T H A !

* Seleção de textos e comentários: Pe. Sérgio Luiz e Silva, C.Ss.R.

II - Motivação e sentido

Peça ao Espírito Santo que lhe revele qual será a motivação do seu tempo de penitência e conversão, além do propósito pelo qual você estará orando e pedindo a vitória de Deus.

Nosso caminho na Campanha deste ano será motivado pela expressão MARANATHA. O termo aparece só uma vez em todo o Novo Testamento (1Cor 16, 22). Segundo o “Dicionário de Paulo e suas Cartas” (Ed. Vida Nova, Paulus e Loyola), é uma aclamação litúrgica e exerce três funções possíveis. Primeiro, expressa sinceros votos de que o Senhor venha logo. Segundo, é usada para corrigir a concepção errônea dos coríntios quanto à posição que têm em Cristo. O Senhor virá de novo para conduzi-los ao novo reino com seus corpos ressuscitados ou transformados. Eles ainda não estão no novo tempo aqui e agora. E, finalmente, funciona para exortá-los a viver dignamente diante do Senhor. Já que enfrentarão seu julgamento na sua vinda, uma súplica pela vinda do Senhor lembra-os de se comportarem sempre de maneira apropriada, principalmente na vida pessoal, bem como no culto comunitário.
O uso do termo está também profundamente ligado ao tempo do Advento e, nesse sentido, a palavra tem derivações que indicam três tempos: Nosso Senhor veio / Nosso Senhor, vem / Nosso Senhor virá. Adquire também o sentido de uma súplica: Vem, Senhor Jesus! Lembro que na Celebração Eucarística este pedido é feito sempre depois do memorial da última ceia – a consagração – quando a Igreja diz ao seu Senhor: Vem, Senhor Jesus!
Tendo, assim, consciência do sentido da palavra “Maranatha”, proponho que seja esta nossa súplica nos 21 dias de jejum e oração que faremos, preferencialmente, no Tempo do Advento, mas que também pode ser usada em qualquer época do ano.

III - Como vivenciar

Faça o oferecimento diário, medite no texto bíblico e procure manter seu espírito elevado durante todo o dia. Apresente diariamente suas intercessões. Lembro que as citações dos Salmos são da Bíblia Ave-Maria. Em algumas Bíblias pode ser o Salmo seguinte. Por exemplo: o Salmo 36 – “Não te irrites por causa dos que agem mal...” – é o Salmo 37. Faço, também, algumas citações do Catecismo da Igreja Católica, que será abreviado com a sigla “CIC”.

Viva, enfim, este tempo muito próximo dos Anjos, invocando especialmente os Arcanjos Gabriel, Rafael e Miguel.

IV - Oferecimento Diário da Oração e Jejum

 

Pai misericordioso que sondas todas as coisas e que vês o que está oculto, dedico este dia de oração e jejum para que eu possa entrar em comunhão profunda com teu amor. Inspira-me com tua luz, defenda-me com tua graça, santifica-me com teu Espírito. Possam me valer o preciosíssimo Sangue de Jesus, a intercessão da bem-aventurada Virgem Maria e dos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael. Quero  tornar-me uma sentinela em tua Obra, movido pela força de teu Espírito. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.

E com toda Igreja eu clamo: Maranatha! Vem, Senhor Jesus!

 

V - Meditações

1. Maranatha! Vem, Senhor Jesus, CHAMAR-ME PELO NOME!

Antes de iniciarmos nosso caminho de vigilância com Daniel, medite, neste primeiro dia, no texto que nos inspira nesta Campanha: Daniel 10, 1 – 11, 1.

Tudo começa com o chamado. Ele o chamou à vida, no seu nascimento e fez de você filho(a), pelo Batismo. Você tem um nome diante de Deus. O nome na Bíblia é sinal de identidade. No nome de Jesus seu nome – a pessoa que você é – torna-se abençoado. Maria reconheceu o Senhor quando este a chamou pelo nome (Jo 20, 16). Deixe que o Senhor pronuncie seu nome e o confirme neste chamado. Você tem uma identidade diante de Deus; é único em seu ser e isto é simbolizado pelo nome que você tem.

Medite em Mateus 1, 18-25.

2. Maranatha! Vem, Senhor Jesus, FAZER-ME TEU DISCÍPULO!

Tendo um nome diante do Senhor, você é chamado a pautar sua vida, de forma concreta pela Palavra e pela própria vida de Jesus. Este é o significado de ser discípulo (aprendiz, seguidor). Estar no seguimento de Jesus é deixar não só que o Senhor indique a você o caminho a percorrer, mas também que Ele mesmo vá à frente. A principal característica do discípulo é estar na companhia de Jesus. Não é, portanto, fazer e, sim, ser! O fazer só tem significado se ele brota do ser. Estar e ser profundamente com a Pessoa de Jesus.

Medite em Marcos 3, 13-19.

3. Maranatha! Vem, Senhor Jesus, LEVAR-ME À TUA INTIMIDADE!

Quantos vivem apenas à margem de um real relacionamento com o Senhor. Mesmo na companhia de Jesus, é possível deixar que um espírito de rebeldia, que brota de uma distância do Coração do Mestre, possa tomar conta do discípulo; foi o que aconteceu com Judas. Não se contente a ter uma piedade externa, mas queira ser levado ao mais íntimo do Senhor. O grande exemplo bíblico é o apóstolo João, que reclinou a cabeça no peito do Senhor (Jo 13, 23). O Espírito Santo é aquele que pode levar você a esta intimidade com o Mestre.

Medite em João 14, 15-26.

4. Maranatha! Vem, Senhor Jesus, TRANSFORMAR MEU CORAÇÃO!

A transformação do discípulo acontece de dentro para fora. A trajetória dos apóstolos é um exemplo claro desta realidade. Veja, especialmente, o caminho de transformação na vida dos apóstolos Pedro e Paulo. Aos poucos, eles foram se deixando e aprendendo a tornarem-se homens novos. É, pois, fruto da graça e também do nosso esforço concreto. Esta deve ser uma atitude contínua na vida do discípulo. Nunca estamos prontos. Somos seres a caminho e haverá sempre algo a ser mudado em nós. Não é apenas uma questão de pecado e, sim, do menos ao mais, do bom ao melhor, do baixo ao alto. Olhe para você e perceba que realidades precisam ser transformadas em seu coração, pois até mesmo no serviço do Senhor podemos ser autossuficientes.

Medite em Atos 9, 1-19.

5. Maranatha! Vem, Senhor Jesus, PERDOAR OS MEUS PECADOS!

Ao propor estas meditações, quis, propositalmente, separar a súplica por transformação do coração desta, onde pedimos que o Senhor perdoe os nossos pecados. Isto porque toda transformação é fruto da graça de Deus e também do nosso esforço, mas o perdão de nosso pecado é obra única da graça de Deus. Somos perdoados pela redenção realizada por Jesus. Como o cego de Jericó, clame ao Senhor que tenha compaixão de você (Lc 18, 35-43). Quando foi sua última confissão? Talvez seja este o passo necessário na súplica que hoje você faz.

Medite em Romanos 3, 21-31.

6. Maranatha! Vem, Senhor Jesus, DAR-ME TUA GRAÇA!

O discípulo procura crescer sempre mais na graça de Deus, ser dócil à sua Voz e dirigir sua vida pelo Evangelho. Veja o que diz o Catecismo da Igreja Católica (CIC, nº 1949): “Chamado à felicidade, mas ferido pelo pecado, o homem tem necessidade da salvação de Deus. O socorro divino lhe é dado em Cristo pela lei que o dirige e na graça que o sustenta: ‘Trabalhai para vossa salvação com temor e tremor, pois é Deus quem, segundo a sua vontade, realiza em vós o querer e o fazer’ (Fl 2, 12-13).” Se não somos sustentados na graça caímos e, ainda pior, podemos nos afastar de Deus.

Medite em 1Coríntios 10, 1-13

7. Maranatha! Vem, Senhor Jesus, AMORIZAR MINHA HISTÓRIA!

Nossa história não é configurada apenas pelos fatos que nos aconteceram, bons ou ruins, mas da interpretação racional e, sobretudo, emocional, daquilo que vivemos. Esta “viciada” ou “má” interpretação interior pode gerar sentimentos ou comportamentos não amorosos e podem, consequentemente, comprometer a qualidade de vida da pessoa. Pode até ser que tenhamos sido muito amados, mas nosso inconsciente guardou um outro tipo de registro. Não fui amado, não amei ou não me amei! Pedir a Jesus que amorize nossa história é, não só, abrir-se a uma nova leitura do passado, mas lançar uma nova luz sobre o presente. Não se pode mudar o passado, mas pode-se viver o presente de forma reconciliada.

Medite em 1Coríntios 15, 3-11

8. Maranatha! Vem, Senhor Jesus, LIBERTAR-ME DAS AMARRAS!

A maior graça que alguém pode receber é a certeza de que se pode recomeçar. Você pode recomeçar! Mas, para tanto, é preciso libertar-se de algumas tantas amarras que impedem sua evolução e crescimento. Algumas destas amarras foram colocadas por nós mesmos em nossa vida. Infelizmente, aprendemos até mesmo a amar nossas amarras. Alguns as enfeitam, douram-nas, mas continuam sendo amarras. E quanto mais elas estão na pessoa, mais facilmente se conjugará o verbo amarrar, ao invés de amar. Pense na consequência concreta disto na sua vida... Por isto, ofereça hoje sua oração e jejum nesta direção.

Medite em Lucas 11, 37-54.

9. Maranatha! Vem, Senhor Jesus, CURAR MINHAS FERIDAS! 

“Sede bendito por me haverdes feito de modo tão maravilhoso... Porém, temos este tesouro em vasos de barro” (Sl 138, 14; 2Cor 4, 7). Não só o temos, mas o somos. A vida, dom inestimável do amor de Deus, é sustentada em nossa frágil e finita condição humana. E não são poucas as feridas, grandes ou pequenas, em nossa alma ou em nosso corpo. Quanto mais vivemos, mais beleza experimentamos e também mais sofrimentos. Alguns deles fazem parte de nosso processo de humanização e amadurecimento. Todavia, há feridas que, ao contrário, nos impedem um viver mais pleno. Veja a verdade deste provérbio chinês: “Você não pode impedir que os pássaros da tristeza voem sobre sua cabeça, mas pode, sim, impedir que façam um ninho em seus cabelos.” Neste espírito, peça a Jesus que cure as feridas de sua vida. Ele sabe quais precisam ser curadas nesta etapa em que você se encontra.

Medite em Jeremias 17, 12-14.

10. Maranatha! Vem, Senhor Jesus, CONFIRMAR-ME EM TEU SERVIÇO!

Mergulhando na intimidade, em processo de crescimento, amorizado, a caminho no seguimento e na transformação, perdoado e perdoador, o discípulo só tem uma consciência em tudo que faz: é servo. Não importa onde esteja, o cargo que exerce, a posição que ocupa: é servo. Se no relacionamento é amigo, nas atitudes é servo. Ele tem sempre uma pergunta em seu íntimo: como posso ajudar, como posso servir? Mais e melhor! E, como servo, cultiva a vigilância de forma proativa, ou seja, é responsável diante da vida e faz suas escolhas em vista do chamado que recebeu. Peça ao Senhor um coração de amigo e de servo.

Medite em Mateus 24, 45 – 25, 13

11. Maranatha! Vem, Senhor Jesus, FAZER-ME UM ADORADOR!

Se a “glória de Deus é o homem vivo”, como escreve Santo Irineu, dar glória a Deus e, portanto, adorar o Senhor, não é algo a se fazer, mas a ser. Não é fazer uma adoração, mas fazer-se adorador. Quanto mais você se torna um participante da vida plena de Deus e faz do seu cotidiano um reflexo da bondade, do amor e da misericórdia do Senhor, mais você corresponderá ao desejo d’Ele. Todo lugar e todo tempo se transformam em expressão de adoração. Todavia, engana-se aquele que acha que, por isto, não precisa reservar tempos fortes para estar com o Senhor e buscar lugares especiais de oração. É só olhar para Jesus e ver como Ele, costumeiramente, reservava longas horas para estar com o Pai. É neste encontro a sós com o Senhor que se nutre a alma do adorador. Sem este encontro, a vida da samaritana não se transformaria.

Medite em João 4, 1-26.

12. Maranatha! Vem, Senhor Jesus, ABRIR OS MEUS OLHOS!

Quantas oportunidades são perdidas por não se perceber que elas estão ali bem à nossa frente. Quantos erros cometidos por não se aperceber do que era necessário fazer ou não fazer. Quanto tempo desperdiçado por se investir errado em algo. Quantas vitórias não conquistadas por não se ter estratégia. Quantas derrotas colecionadas por não se recuar na hora certa. Eu não vi! Eu não percebi! Eu não imaginei!... As expressões se multiplicam. Falta de visão, falta de discernimento. Olhos abertos para seguir a direção correta, para abraçar o melhor, para evitar o mal, para promover o bem, para conquistar o amanhã. Dá para perceber que ter visão é muito mais do que uma questão física.

Medite em Marcos 10, 46-52.

13. Maranatha! Vem, Senhor Jesus, LIVRAR-ME DO MAL!

Você reza o Pai-Nosso todos os dias? Você o reza mais de uma vez ao dia? Já percebeu que, dentre outros pedidos, você pede ao Pai que o livre do mal? O mal é o pecado, é a maldade e é o maligno. Assim reza o CIC (nº 2851 e 2854): “Neste pedido, o Mal não é uma abstração, mas designa uma pessoa, Satanás, o Maligno, o anjo que se opõe a Deus. O ‘diabo’ (dia-bolos) é aquele que ‘se atravessa no meio’ do plano de Deus e de sua ‘obra de salvação em Cristo. Ao pedir que nos livre do Maligno, pedimos igualmente que nos liberte de todos os males, presentes, passados e futuros, dos quais é autor e instigador...” Reze conscientemente o Pai-Nosso e peça ao Senhor que o livre do mal.

Medite em João 17, 6-19.

14. Maranatha! Vem, Senhor Jesus, RESTAURAR MINHA FAMÍLIA!

Junto ao dom de nossa vida e nossa fé, a família é a maior dádiva que recebemos do Pai do céu. “O matrimônio e a família constituem um dos bens mais preciosos da humanidade”, diz a Exortação Apostólica Familiaris Consortio (FC, nº 1) do Beato João Paulo II. A obra de restauração que o Senhor quer realizar em nossa família é para configurá-la ao plano que Ele tem para todas as famílias e para a família toda: “a família, fundada e vivificada pelo amor, é uma comunidade de pessoas: dos esposos, homem e mulher, dos pais e dos filhos, dos parentes. A sua primeira tarefa é a de viver fielmente a realidade da comunhão num constante empenho por fazer crescer uma autêntica comunidade de pessoas” (FC, nº 18). Peça ao Senhor que restaure todas aquelas realidades que possam enfraquecer esta comunhão vivida no amor e no respeito uns pelos outros.

Medite em Efésios 5, 21 – 6, 4.

15. Maranatha! Vem, Senhor Jesus, GUIAR A TUA IGREJA!

Somos Corpo de Cristo! Vivemos nesta comunhão de irmãos e oramos como Igreja. “O Espírito habita na Igreja e nos corações dos fiéis, como num templo (1Cor 3,16; 6,19), e dentro deles ora e dá testemunho da adoção de filhos (Gl 4,6; Rm 8, 15-16. 26). A Igreja, que Ele conduz à verdade total (Jo 16,13) e unifica na comunhão e no ministério, enriquece-a Ele e guia-a com diversos dons hierárquicos e carismáticos e adorna-a com os seus frutos (Ef 4, 11-12; 1Cor 12,4; Gl 5,22). Pela força do Evangelho rejuvenesce a Igreja e renova-a continuamente e leva-a à união perfeita com o seu Esposo. Porque o Espírito e a Esposa dizem ao Senhor Jesus: ‘Vem’ (Ap 22,17)! Assim a Igreja toda aparece como ‘um povo unido pela unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo’”. Esta é uma citação da Constituição Apostólica Lumen Gentium (nº 18), do Vaticano II. Ore hoje pelo Santo Padre, o Papa, por nosso Arcebispo e todo o clero, pelos religiosos (as) e missionários, por toda liderança leiga. Ore pelo seu pároco.

Peço, também, humildemente, uma prece por mim.

Medite em 1Pedro 2, 4-10.

16. Maranatha! Vem, Senhor Jesus, AVIVAR A TUA OBRA!

Tendo orado pela Igreja, ore hoje para que esta mesma Igreja do Senhor seja visitada por um poderoso avivamento do Espírito Santo. Toca-me quando Jesus, ao falar sobre os frutos da oração perseverante, constata, tristemente – penso eu – que a fé em muitos corações iria esfriar. Será que, à medida que se aproxima o grande Dia da Volta do Senhor, a fé vivida por nós irá se tornando tíbia? Não é verdade que isto tem acontecido com muitos servos em todos os âmbitos da vida eclesial? E com você? É hora de clamar ao Senhor por este poderoso avivamento. Que Deus levante “avivalistas” em nosso meio. Não espere pelo outro. Lembre-se: a Obra que precisa ser avivada, em primeiro lugar, é a sua vida.

Medite em Habacuc 3.

17. Maranatha! Vem, Senhor Jesus, SANTIFICAR OS TEUS SERVOS!

“Santidade é deixar a luz passar!” É assim que guardei a frase que Pe. Afonso Paschotte, CSsR., meu mestre de noviciado, disse em um retiro que pregou para nossa Província Redentorista. Como um vitral que, tocado pelo sol, espalha suas cores no interior de um templo. À noite, quando se acende a luz dentro deste espaço, não se percebe a beleza do vitral, mas quem passa por fora a vê. Assim, a luz do “Sol maior”, Jesus, entra no coração do servo e nele permanece através do Amor, que é a marca do verdadeiro discípulo. Este pode até não dar-se conta da beleza que espalha, mas sua luz interior toca aqueles que estão por perto. Quanto mais translúcidos, mais iluminamos o mundo ao redor. Santidade é deixar a luz do amor passar através de tudo o que somos, fazemos e falamos. Que em você o Senhor imprima o sinal de sua luz e amor. Irradie, ilumine, seja presença de Deus onde você vive e por onde você andar.

Medite em Filipenses 2, 12-18.

18. Maranatha! Vem, Senhor Jesus, ESTABELECER TEU SENHORIO!

Jesus: n’Ele, por Ele e para Ele todas as coisas foram criadas. Jesus é nome diante do qual todo joelho se dobrará na terra, no céu e nos infernos (Flp 2, 10). Pedir o estabelecimento do senhorio de Jesus é entrar na dinâmica da “Oração do Senhor” – o Pai-Nosso – onde o próprio Jesus nos ensina a pedir que o Reino de Deus venha. Este é o sentido profundo do Maranatha que estamos clamando nestes dias: “Este pedido é o ‘Marana Tha’, o grito do Espírito e da Esposa: ‘Vem Senhor Jesus’, como diz Tertuliano: ‘Mesmo que esta oração não nos tivesse imposto um dever de pedir a vinda deste Reino, nós mesmos por nossa iniciativa teríamos soltado este grito, apressando-nos a ir abraçar nossas esperanças. As almas dos mártires, sob o altar, invocam o Senhor com grandes gritos: - Até quando, Senhor, tardarás a pedir contas de nosso sangue aos habitantes da terra? (Ap 6, 10). Eles devem, com efeito, obter justiça, no fim dos tempos. Senhor, apressa, portanto, a vinda de teu reinado’” (CIC 2817). E ainda falando sobre o senhorio de Jesus: “Desde o princípio da história cristã, a afirmação do senhorio de Jesus sobre o mundo e sobre a história significa também o reconhecimento de que o homem não deve submeter a sua liberdade pessoal, de maneira absoluta, a nenhum poder terrestre, mas somente a Deus Pai e ao Senhor Jesus Cristo: César não é ‘o Senhor. A Igreja crê... que a chave, o centro e o fim de toda a história humana se encontram no seu Senhor e Mestre’” (CIC 450). Peça a vinda do Reino de Deus sobre sua vida, sua família, nossa nação e toda a humanidade.

Medite em Colossenses 1, 15-23.

19. Maranatha! Vem, Senhor Jesus, SARAR NOSSA NAÇÃO!

Hoje é dia de orar, sobretudo, por nossa nação. O primeiro nome dado ao Brasil foi “Terra de Santa Cruz”. Mas a cruz do Senhor tem sido desonrada entre nós. Infelizmente, muitos acabam por amaldiçoar nossa terra, senão por palavras, por atos que vilipendiam os mais pobres e necessitados. Violência, corrupção, injustiças de toda ordem ferem nosso povo, nossa terra. Há, no entanto, uma promessa que nasce da Palavra e que Deus cumpriu em Israel: “Se o meu povo, sobre o qual foi invocado meu nome, se humilhar, se procurar a minha face para orar, se renunciar ao seu mau procedimento, escutarei do alto dos céus, e sararei sua terra” (2Crôn 7, 14).Tiremos de nossos lábios a murmuração. Coloquemo-nos na brecha (Ez 22, 30) para interceder por nossa terra, nossa gente.

Medite em 1Tim 2, 1-8.

20. Maranatha! Vem, Senhor Jesus, RENOVAR MEU PRIMEIRO AMOR!

Não basta ser batizado. Não basta servir a Deus. É preciso manter crepitando no coração a chama da fé com um renovado ardor e um novo impulso missionário para fazer o nome de Jesus conhecido e amado. “O holocausto ficará na lareira do altar toda a noite até pela manhã, e se conservará aí aceso o fogo do altar. O fogo se conservará perpetuamente aceso no altar, sem jamais se apagar” (Lv 6, 2.6). Há um cansaço que é próprio do caminho. Todavia, quando se faz uma pausa, toma-se o alimento e o alento que Deus dá, as forças são renovadas, como aconteceu com o profeta Elias (1Rs 19, 1-8). Entretanto, há um outro cansaço que é fruto do esvaziamento; é o primeiro amor arrefecendo e a mornidão espiritual tomando conta. Este, sim, é perigoso. “Vigiai e orai para que não entreis em tentação, pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mc 14, 38). Espero que esta Campanha tenha ajudado você a renovar seu primeiro amor. Mais do que pedir, clame ao Senhor que renove o amor e o compromisso com Ele e sua Igreja em você.

Medite em Apocalipse Ap 2, 1-7.

21. Maranatha! Vem, Senhor Jesus, CONCEDER-ME ESTA GRAÇA!

Você fez um caminho de vigilância e oração até aqui. Durante toda a trajetória da Campanha, você apresentou seu propósito. Hoje, concluindo a Campanha, ore em especial pela graça que você pediu ou alguma outra que lhe venha ao coração agora. Fale com liberdade diante de Deus. Derrame seu coração diante d’Ele e confie em Seu divino amor. Quem confia em Jesus nunca será desapontado. Tudo ao seu tempo virá. Pode ser que algum processo ainda não tenha alcançado a maturidade, mas continue confiando e seguindo em frente. Daniel teve de confiar. Algumas das promessas, ele viu cumpridas em sua vida, outras teve de esperar. Fé e esperança se conjugam e sempre numa perspectiva de amor. Você está na estrada, você é uma estrada, um ser-a-caminho, sempre no Caminho que é Jesus (Jo 14, 6). Prossiga firmemente, sem esmorecer. “Aquele que perseverar até o fim será salvo” (Mt 24, 13).

Medite no Salmo 36

Convites:

No sábado, 21 de dezembro, você é convidado a participar da “VIGÍLIA DE DANIEL”, das 22h às 06h, na Igreja da Glória, em Juiz de Fora. Traga sua Bíblia e um lanche para partilharmos na madrugada. Venha como um guerreiro pronto a lutar nos campos espirituais.

No domingo, 22 de dezembro, participe da MISSA DA VITÓRIA, às 17h, agradecendo por tudo aquilo que Deus fará em sua vida. Nesse dia traga, pelo menos, 1 kg de alimento não perecível, ou mais, para os irmãos mais carentes. Creia na abundância de Deus para sua vida.

Não se esqueça também de confirmar seu propósito, separando o DÍZIMO DO SEU 13° SALÁRIO para consagrar na Casa de Deus, como nos exorta a Palavra:

“A alma generosa será cumulada de bens;
e o que largamente dá, largamente receberá”.
Provérbios 11, 25

 

Participe ainda:

ÚLTIMA ADORAÇÃO AO SS.MO DO ANO:
quinta-feira, 26 de dezembro, às 19h, na Igreja de São Roque, com a especial bênção da água.
 

MISSA DAS “LIDAS TERMINADAS”, entregando todas as lutas deste ano:
domingo, 29 de dezembro, às 17h.
 

MISSA DE “CONSAGRAÇÃO DOS PEDIDOS DO ANO NOVO”:
terça,31 de dezembro, às 19h.
 

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