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12/07/2015 22:12:07 - Atualizado em 19/07/2015 17:45:51
Cativar e Cultivar
Cativar não é prender, cultivar não é mimar. Ser responsável é exercer o cultivo da forma e na hora certa; nada de mais, nada de menos. Sabedoria tão necessária para administrar amorosa e equilibradamente os relacionamentos que temos.

Na sua trajetória de vida, quem o cativou em seus dias?
Quais as pessoas que deixaram marca em seu coração?
Quais são aquelas a quem o seu coração, de alguma forma, pertence, mesmo que você nem conviva mais com elas?
Por outro lado, você já cativou alguém?
Se você cativou, como você cuida daqueles que cativou?

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”

Antoine de Saint-Exupéry

Para se manter é preciso cultivar o que se cativou. Semelhante às plantas, alguns relacionamentos necessitam de mais cultivo que outros.

Cativar não é prender, cultivar não é mimar. Ser responsável é exercer o cultivo da forma e na hora certa; nada de mais, nada de menos. Sabedoria tão necessária para administrar amorosa e equilibradamente os relacionamentos que temos.

Infelizes daqueles que passam pela vida sem estabelecerem vínculos profundos (aquilo que chamo de “laços de ser”). Não sei se compararia um tipo de relacionamento assim a uma delicada orquídea – ou mesmo uma roseira – ou se assemelham mais aos cactos nascidos nos solos áridos do deserto.

Os cactos também florescem e são extremamente resistentes, mesmo às mais prolongadas secas. Saint-Exupéry refere-se à rosa: “tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...”

Temos rosas em nossos relacionamentos. Os cactos são mais raros. E o que é mais raro é mais precioso. Amizades forjadas no fogo, amores que são depurados no cadinho das provações. Mas é bom lembrar também que cactos também morrem. Se faltar por tempo prolongado a boa água do cuidado amoroso, os mais sólidos relacionamentos também correm o risco de morrer.

Não se esqueça, ainda, que você não é só o que cativa e cultiva; você é a rosa ou o cacto na vida de alguém e também no próprio jardim de sua vida. Quem não cultiva o outro, normalmente não tem a prática do autocultivo. Não é raro ver o jardim de algumas pessoas morrendo aos poucos porque não se aplicaram a cultivar os que cativaram e a si mesmos. Somos eternamente responsáveis por aqueles que cativamos e pelo cultivo de nós mesmos.

Mas tenho certeza que Saint-Exupéry – e muito menos eu – não está dizendo isto como uma forma de cobrança a ser impingida sobre o outro. Tipo esta:
- Você me cativou, agora tem que cuidar de mim.
Cuidado é algo que se oferece e, até, se pede; quando é exigido, significa que a raiz já está comprometida. Quando chega a este ponto, não há muito mais o que fazer: o relacionamento já está agonizando.

Quer ser feliz? Escolha cativar e cultivar! Mas, sempre, com liberdade interior e da forma mais amorosa que possa fazer.
 

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