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Espiritualidade
07/11/2015 14:51:18 - Atualizado em 07/11/2015 14:56:13
RIR FAZ BEM!?
Viver com qualidade e de forma amadurecida implica, em primeiro lugar, num contínuo processo de identificação com aquilo que você é em si mesmo, sua essência.

Viver com qualidade e de forma amadurecida implica, em primeiro lugar, num contínuo processo de identificação com aquilo que você é em si mesmo, sua essência. Todavia, esta busca interior não nos dispensa de posturas cotidianas e que devem ser iluminadas por um tipo de sabedoria muito prática, como esta expressa no pensamento de Samuel Johnson.


“Não devemos contar casos em que nos depreciamos.
As pessoas podem rir e se divertir na ocasião,
mas futuramente hão de lembrá-los e repeti-los contra nós.”
Samuel Johnson


Você, certamente, já ouviu o ditado que diz que “quem fala demais, dá bom dia a cavalo” ou aquele outro: “em boca fechada não entra mosquito” ou ainda “o peixe morre pela boca”. 

Às vezes, querendo ser espontânea, divertida, amigável, a pessoa acaba por contar casos acontecidos com ela em que, no fundo, está se depreciando, expondo-se ao ridículo. Isto, na hora, pode causar riso e os outros podem achar a pessoa muito divertida e até se aproximarem mais dela, mas a mesma história pode ser contada fora do contexto e com outras palavras. E não é difícil acontecer que aquilo que foi dito de forma espontânea se volte contra a pessoa. Não é bom ser motivo de chacota na boca dos outros. Creio que você concorda comigo.

Mas, se assim é, a mesma atitude deve-se ter com os outros. Se não quero que fiquem falando de mim, rindo de mim pelas minhas costas, não devo fazer o mesmo com os outros. E ainda mais: não devo emprestar meus ouvidos àqueles que vivem tricotando sobre a vida dos outros. Não é de se espantar que aquele que hoje está me contando e rindo sobre alguma coisa na vida do outro, logo depois não vá fazer a mesma coisa, desta vez de mim, com terceiros.

Não é preciso ser sisudo, fechado, sem capacidade de se divertir para viver esse equilíbrio e ser discreto. Só é necessário ser cuidadoso, usar de cautela, ter bom senso e, sobretudo, caridade. Não dá pra falar tudo com todos. Discernimento: a palavrinha mágica que faz toda a diferença.

Mas há uma coisa que faz bem: rir de si mesmo, divertir-se com os próprios erros e mancadas. Não para repeti-los, mas para tirar a carga extra que costumamos colocar sobre eles. Ria de você mesmo. Aprenda com seus erros e siga em frente. Saber rir sem se depreciar. Fazer rir sem se depreciar e nem depreciar o outro.

Há outro adágio popular que cabe aqui: “pimenta nos olhos dos outros é refresco”. É fácil jogar pimenta no olho do outro. E quando ela vem em direção aos nossos olhos? Pimenta é bom num prato e, mesmo assim, com moderação. Portanto, nada de jogar pimenta nos próprios olhos e nos olhos do outro.

Lembre-se: o verdadeiro humor nunca é de mau gosto. Seja espontâneo e divertido, mas sempre com bom gosto!
 

 

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