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Oração
24/01/2012 17:50:25 - Atualizado em 24/01/2012 17:50:25
Diante da Cruz

Vejo-te, meu Jesus. Sinto que aos poucos a vida que anima teu corpo parece esvair-se,
concentrando-se na essência de teu Ser, preparando-te para a ressurreição.

Teu corpo está ferido, o sangue, abundante que era começa a coagular.
A dor, tremenda, parece anestesiar os sentidos, mas não tua capacidade de amar.
Ao contrário, na medida em que se torna mais aguda, mais agudo é teu amor.

Ainda ouço o pulsar de teu coração. Sinto-me, então, irresistivelmente atraído para ele.
Sei que Ele é fonte de misericórdia e foi por isso que chegaste onde estás.

Foste elevado à cruz porque tua misericórdia é
sem fim e querias derramá-la sobre toda a humanidade.

Como preciso de teu coração. Olho para mim e percebo que não me entendo,
não consigo nem ser o dono de minha própria vida.
Por vezes sou tomado pela ilusão de que controlo alguma coisa. Ledo engano.

Confronto-me com a própria impossibilidade de meu ser.
Não sei, de fato, distinguir o que é melhor para mim.
Quantas vezes teimei em seguir um tal caminho e deparei-me com o erro e a infelicidade.

Eis-me aqui, deponho minha liberdade aos teus pés.

Mas sei que, logo que a aceitas, tu ma devolves para que eu possa administrá-la.
Deparo-me, assim, de novo, lançado ao meu Eu com o dever de encaminhar os meus dias,
de descobrir minhas próprias trilhas, de percorrer meus passos.
Não há outra maneira. Quisera que fosse diferente.
Talvez fosse mais fácil. Talvez pudesse culpar o Senhor por meus erros,
mas sou eu novamente que faço minhas escolhas. Sou eu que digo sim ou não.
Sou eu a resistir ou a dar meu sim. Permita, Jesus, que eu encontre
o meu caminho passando por teu coração.
Permita que meus planos e sonhos sejam lavados em teu sangue.
Permita que eu aprenda de ti a ouvir o canto dos pássaros, o cair das chuvas,
o sussurrar dos ventos, o balbuciar das crianças ao peito.
Como tu que, em cada coisa, distinguias a voz do Pai,
dá-me apurar meus ouvidos para ouvir a sua voz.

Paro diante de tua cruz e ouço o silêncio dessa hora.
Que posso eu fazer se não amar-te mais?
Quero que seja essa a minha resposta.

Amém. (Pe. Sérgio Luiz e Silva)

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