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Congregação do Santíssimo Redentor

a nossa história

A Congregação do Santíssimo Redentor foi a resposta de Santo Afonso de Ligório ao chamado que ele ouviu de Jesus através dos pobres. No ano de 1730, Afonso estava exausto por causa dos seus trabalhos missionários. Seus médicos mandaram-no fazer repouso e respirar o ar puro das montanhas. Com alguns companheiros, ele foi para Scala, na costa amalfitana ao sul de Nápoles. No topo das montanhas ficava o Santuário de Nossa Senhora dos Montes, lugar ideal para descanso, lugar ideal para a contemplação perto da Mãe de Deus: montes, belo panorama e embaixo, o mar.

Mas Scala também significava pobreza. Naquelas montanhas viviam grupos de pastores que vieram ao encontro dos missionários, em busca do Evangelho, da Palavra da Vida. Afonso ficou surpreso com sua fome da Palavra de Deus e recordou o que disse o profeta: "Os pequeninos pedem pão, mas não há ninguém que lhes dê" (Lm 4,4). O primeiro biógrafo de Afonso escreveu que, ao deixar Scala, um pedaço do seu coração ficou com aqueles pastores e que ele chorava pensando como podia ajudá-los.

Em Nápoles, depois de muita oração e aconselhamento que o ajudassem a discernir claramente, chegou à conclusão de que devia voltar a Scala. Sim, havia pobreza em Nápoles também, mas lá havia muitos outros que poderiam ajudar os pobres a sair da sua marginalização dentro da sociedade. Em Scala os pobres estavam sós, sem ninguém para ajudá-los, totalmente abandonados. No tempo de Santo Afonso, pastores e camponeses eram o grupo mais oprimido da sociedade: "não eram considerados gente como as outras pessoas, eram os infelizes do mundo". Foi por causa do destino deles na vida que Santo Afonso escolheu ficar a seu lado, compartilhar com eles a sua vida e levar-lhes, com abundância, a Palavra de Deus.

No dia 9 de novembro de 1732, na sua amada Scala, Santo Afonso de Ligório fundou a Congregação do Santíssimo Redentor para seguir o exemplo do nosso Salvador Jesus Cristo anunciando a Boa Nova aos pobres. Tinha 36 anos de idade. Sua vida tornou-se uma missão e um serviço aos mais abandonados.

Os Missionários redentoristas dão continuidade ao carisma de Santo Afonso na Igreja e na sociedade: "Fortes na fé, alegres na esperança, ardentes na caridade, inflamados de zelo, humildes e sempre dados à oração, os Redentoristas, como homens apostólicos e genuínos discípulos de Santo Afonso, seguem o Cristo Redentor com o coração cheio de alegria, abnegados de si mesmos e sempre prontos a enfrentar o que é exigente e desafiador, participam do mistério de Cristo e o proclamam com simplicidade no viver e no falar, a fim de levar ao povo a Copiosa Redenção" (Constituições redentoristas, No. 20).

Os Redentoristas vivem em comunidades missionárias, sempre acolhedoras e orantes, como Maria de Nazaré. Mediante as missões, retiros, serviço paroquial, apostolado ecumênico, ministério da reconciliação e o ensino da teologia moral, proclamam o amor de Deus nosso Pai, que em Jesus "habitou entre nós", de modo a tornar-se imensa misericórdia e a Palavra de Deus que alimenta o coração humano e dá sentido à vida, vivendo tudo isto em plenitude e solidariedade com os outros. Como Santo Afonso, os Redentoristas fazem uma opção muito clara pelos pobres, afirmando a sua dignidade e grandeza perante Deus e acreditando que a Boa Nova de Nosso Senhor se destina especialmente a eles.

Os Redentoristas são aproximadamente 5.500; trabalham em 77 países de todos os 5 continentes, com o auxílio de homens e mulheres que colaboram na sua missão e formam com eles a Família redentorista. "Nossa Senhora do Perpétuo Socorro" é o ícone missionário da Congregação.

Além de Santo Afonso, outros três Redentoristas foram canonizados: São Geraldo Majela, São Clemente Hofbauer e São João Nepomuceno Neumann. Nove Redentoristas foram beatificados: Gennaro Sarnelli, Pedro Donders, Gaspar Stanggassinger, Francisco Xavier Seelos, Domingos Metódio Trcka, Vasyl Velychkovskyi, Zynoviy Kovalyk, Mykolay Charnetskyi e Ivan Ziatyk.

Fonte: Congregação Redentorista Geral

santos redentoristas

Santo Afonso Maria de Ligório

Nasceu em 27 de setembro de 1696
Ordenado sacerdote a 21 de dezembro de 1726, aos 30 anos
Fundou a Congregação do Santíssimo Redentor em 9 de novembro de 1732
Ordenado bispo de Santa Ágata dos Godos em 1762
Morreu no dia 1º de agosto de 1787 = Canonizado em 1831
Proclamado Doutor da Igreja em 1871
Patrono dos Confessores e Moralistas em 1950

Santo Afonso de Ligório nasceu em Marianella, perto de Nápoles, a 27 de setembro de 1696. Era o primogênito de uma família bastante numerosa, pertencente à nobreza napolitana. Recebeu uma esmerada educação em ciências humanas, línguas clássicas e modernas, pintura e música. Compôs um Dueto da Paixão, como também o cântico de Natal mais popular da Itália, Tu Scendi dalle Stelle, e numerosos outros hinos. Terminou os estudos universitários alcançando o doutorado nos direitos civil e canônico e começou a exercer a profissão de advogado.

Em 1723, depois de um longo processo de discernimento, abandonou a carreira jurídica e, não obstante a forte oposição do pai, começou os estudos eclesiásticos. Foi ordenado sacerdote a 21 de dezembro de 1726, aos 30 anos. Viveu seus primeiros anos de sacerdócio com os sem-teto e os jovens marginalizados de Nápoles. Fundou as "Capelas da Tarde", que eram centros dirigidos pelos próprios jovens para a oração, proclamação da Palavra de Deus, atividades sociais, educação e vida comunitária. Na época da sua morte, havia 72 dessas capelas com mais de 10 mil participantes ativos.

Em 1729 Afonso deixou a família e passou a residir no Colégio Chinês de Nápoles. Foi aí que começou a sua experiência missionária no interior do Reino de Nápoles, onde ele encontrou gente muito mais pobre e mais abandonada que qualquer menino de rua de Nápoles.

No dia 9 de novembro de 1732, Afonso fundou a Congregação do Santíssimo Redentor, popularmente conhecida como Redentorista, para seguir o exemplo de Jesus Cristo anunciando a Boa Nova aos pobres e aos mais abandonados. Daí em diante, dedicou-se inteiramente a esta nova missão.

Afonso era um amante da beleza: músico, pintor, poeta e escritor. Colocou toda a sua criatividade artística e literária a serviço da missão e o mesmo ele pediu aos que ingressavam na sua Congregação. Escreveu sobre espiritualidade e teologia 111 obras, que tiveram 21.500 edições e foram traduzidas em 72 línguas, o que comprova que ele é um dos autores mais lidos. Entre suas obras mais conhecidas estão: O Grande Meio da Oração, A Prática de Amar a Jesus Cristo, As Glórias de Maria e Visitas ao Santíssimo Sacramento. A oração, o amor, a comunhão com Cristo e sua experiência imediata das necessidades espirituais dos fiéis fizeram de Afonso um dos grandes mestres da vida interior.

A maior contribuição de Afonso para a Igreja foi na área da reflexão teológica moral, com a sua Teologia Moral. Esta obra nasceu da experiência pastoral de Afonso, da sua habilidade em responder às questões práticas apresentadas pelos fiéis e do seu contato com os problemas do dia-a-dia. Combateu o estéril legalismo que estava sufocando a teologia e rejeitou o rigorismo estrito do seu tempo, produto da elite poderosa. Conforme Afonso, estes eram caminhos fechados ao Evangelho porque "tal rigor jamais foi ensinado nem praticado pela Igreja". Ele sabia como colocar a reflexão teológica a serviço da grandeza e da dignidade da pessoa humana, da consciência moral e da misericórdia evangélica.

Afonso foi ordenado bispo de Santa Ágata dos Godos em 1762, aos 66 anos. Tentou recusar a nomeação porque se sentia demasiado idoso e doente para cuidar adequadamente da diocese. Em 1775, foi-lhe permitido deixar o cargo e ele foi morar na comunidade redentorista de Pagani, onde morreu no dia 1o de agosto de 1787. Foi canonizado em 1831, proclamado Doutor da Igreja em 1871 e Patrono dos Confessores e Moralistas em 1950.

Fonte: Congregação Redentorista Geral

beatos redentoristas

Beato Basílio Velychkovskyi

Nasceu dia 1º de junho de 1903 em Stanislaviv (atualmente Ivano-Frankivsk)
Em 1924 foi ordenado diácono
No dia 29 de agosto de 1925 professou os votos religiosos na C.Ss.R.
Foi ordenado sacerdote no dia 9 de outubro de 1925
Em 1959 a Santa Sé nomeou bispo da "Igreja do Silêncio".
Faleceu dia 30 de junho de 1973, na idade de 70 anos.
24 de abril de 2001 o Santo Padre o Papa João Paulo II o beatificou, bem-aventurado mártir da fé cristã.


(Basílio) Vasyl Vsevolod Velychkovskyi nasceu dia 1º de junho de 1903 em Stanislaviv (atualmente Ivano-Frankivsk) de pais pertencentes às famílias Velychkovskyi e Teodorovych, ambas com longa tradição de sacerdotes nos seus lares. Os pais de Vasyl, Volodymyr e Anna, educaram seus filhos no espírito da religiosidade cristã. Por isso Vasyl tinha desde criança o desejo de trabalhar pela salvação dos seus irmãos.

Vasyl Velychkovskyi recebeu a instrução ginasial na cidade de Horodentsi. Ardente patriota, aos quinze anos, como estudante do ginásio, entrou para o Exército Ucraniano da Galícia, para lutar pela independência da sua pátria durante a Primeira Guerra Mundial. Depois de regressar são e salvo do exército em 1920, Vasyl Velychkovskyi entrou para o seminário de Lviv. Em 1924 foi ordenado diácono pelo metropólita Andrey Sheptytskyi. Foi nesta época que Velychkovskyi descobriu sua vocação religiosa. Com o auxílio da sua tia Mônica, entrou para o noviciado redentorista e um ano mais tarde, no dia 29 de agosto de 1925, professou os votos de pobreza, castidade e obediência. Tendo já completado os estudos teológicos, foi ordenado sacerdote pelo Dom Y. Botsian imediatamente após terminar o noviciado, no dia 9 de outubro do mesmo ano.

Desde o começo da sua vida na Congregação, seus superiores notaram seu talento missionário. Para desenvolver esse talento, depois de ter passado dois anos como professor no juvenato (ginásio) redentorista, o Pe. Velychkovskyi foi mandado a Stanislaviv a fim de pregar missões junto com outros confrades mais experientes. Assim começou o trabalho apostólico do Pe. Velychkovskyi, que haveria de durar 20 anos, até o começo da perseguição contra a Igreja greco-católica ucraniana.

No dia 16 de novembro de 1928 Pe. Velychkovskyi chegou ao convento redentorista de Kovel e logo começou a trabalhar nas missões entre os colonos da Galícia, espalhados pelas regiões Volhyn, Pidliashsia, Kholm e Polissia, que tinham deixado a Igreja greco-católica para aderir à Igreja ortodoxa russa. Além das missões entre esses colonos da Galícia, o Pe. Velychkovskyi organizou também missões para a população local de Volhyn, Polissia e Bielo-Rússia. Com o apoio financeiro do metropólita Sheptytskyi e outros benfeitores, fundou várias igrejas e capelas. Em 1935 Pe. Velychkovskyi voltou para o convento de Stanislaviv, como superior da comunidade.

Pe. Velychkovskyi continuou a sua intensa atividade apostólica, mesmo quando a Igreja Greco-Católica sofreu perseguição por parte dos soviéticos após a sua ocupação da Ucrânia ocidental em 1939. Em 1940 ele organizou uma procissão na qual participaram uns 20 mil fiéis, carregando cruzes pelas ruas de Stanislaviv. A despeito das ameaças da polícia secreta soviética, Pe. Velychkovskyi não se intimidou. Em 1941, a pedido do metropólita Sheptytskyi, partiu para o centro da Ucrânia para trabalhar com os Ucranianos ortodoxos de Kamianets-Podilskyi. Todavia, as atividades pró-ucranianas do novo sacerdote causaram suspeita entre os alemães, que pouco antes haviam ocupado a cidade. Apenas três dias após sua chegada, Pe. Velychkovskyi foi acusado de cooperar com as organizações da resistência nacional ucraniana e recebeu a ordem de deixar a cidade em vinte e quatro horas. Transferiu-se para Ternopil, onde foi reitor do convento da Igreja da Dormição.

Tendo retomado a Galícia em 1945, o regime soviético prendeu, apenas na noite de 10 para 11 de abril, representantes de toda a hierarquia greco-católica. No dia 26 de julho de 1945 o Pe. Vasyl Velychkovskyi foi preso em Ternopil "por propaganda anti-soviética". Durante o interrogatório, ofereceram-lhe a opção de entrar para a Igreja Ortodoxa Russa em troca da liberdade. "Jamais!" foi a sua resposta. Mais tarde o Pe. Velychkovskyi foi transferido para a prisão de Kiev, onde a investigação do seu caso durou quase dois anos. Finalmente, a corte regional de Kiev condenou-o à morte, por causa de duas expressões anticomunistas - "horda vermelha" e "gangue vermelha" - que constavam num calendário de bolso publicado pelo Pe. Velychkovskyi em Stanislaviv em 1939.

Durante os três meses que passou numa cela do corredor da morte, Pe. Velychkovskyi continuou a cumprir seus deveres sacerdotais. Ensinou os presos a rezar; instruiu-os nas verdades da fé cristã e preparou-os para receberem os sacramentos. Conduziu-os às portas do céu. Finalmente, na noite marcada os guardas retiraram o Pe. Velychkovskyi da sua cela. Porém não o conduziram escada abaixo, ao lugar da execução, mas para o andar de cima, para a sala da chefia da prisão. Aí o Pe. Velychkovskyi foi informado de que a sua sentença de morte tinha sido mudada para dez anos de prisão.

Nos dois primeiros anos do cumprimento da pena, Pe. Velychkovskyi ficou num campo de concentração da região de Kirovsk; depois foi transferido para as minas de Vorkuta. Apesar do trabalho extenuante, Pe. Velychkovskyi celebrava a Missa quase todo dia, usando latinhas como vasos sagrados. "Aquela latinha - disse o metropólita Hermaniuk - era seu cálice, sua patena, seu altar, sua igreja e nada conseguia destruir sua igreja, porque estava baseada na sua forte convicção e na graça divina". Alguns meses antes da sua libertação, uns amigos dos companheiros presos junto com o Pe. Velychkovskyi conseguiram que ele pudesse trabalhar no hospital da prisão em vez do serviço nas minas. Essa mudança salvou-lhe a vida, pois sua saúde estava arruinada pelos dez anos de prisão e pelo duro trabalho. No dia 9 de julho de 1955 Pe. Velychkovskyi foi libertado.

De volta a Lviv, Pe. Vasyl Velychkovskyi não encontrou nenhuma igreja ou capela onde pudesse exercer o ministério, mas isto não o desanimou. Conseguiu uma pequena sala na Rua Vozzyedannia, no 11, onde fez um altar com caixas de papelão vazias. Os fiéis visitavam o Pe. Velychkovskyi em grupos de cinco ou seis para participarem da Eucaristia. Durante o período da existência clandestina da Igreja Greco-Católica, não teve medo de celebrar a Liturgia diária, de dirigir exercícios espirituais e de dar direção espiritual para muitos cristãos devotos. Em 1959 a Santa Sé nomeou o Pe. Vasyl Velychkovskyi bispo da "Igreja do Silêncio". Por causa da situação complicada da União Soviética, sua ordenação episcopal só se tornou possível quatro anos mais tarde.

Os dez anos de prisão não "corrigiram" nem mudaram o Dom Velychkovskyi. Continuou a "divulgar propaganda anti-comunista entre o povo, não participou de atividade em benefício da sociedade, não cumpriu os deveres de cidadão soviético, escreveu um livro sobre o ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no qual procurou provar com exemplos específicos que os ateus não podem ser bons cidadãos e ouviu a Rádio Vaticana". Esta lista era suficiente para justificar nova prisão do Dom Vasyl Velychkovskyi a 2 de janeiro de 1969. Desta vez foram três anos de prisão, passados em Kommunarsk perto de Donbass, que lhe causaram uma grave doença do coração.

Dia 27 de janeiro de 1972 terminou o período de prisão. Desta vez não foi permitido ao Dom Velychkovskyi voltar a Lviv; mas foi mandado à Iugoslávia, para "recreação". Usou desta oportunidade para visitar sua irmã em Zagreb e depois partiu para Roma, onde se encontrou com o Patriarca Yosyf Slipyi. Teve também um colóquio privado com o Papa Paulo VI. Pouco depois, a convite do metropólita Maksym Hermaniuk, o Dom Velychkovskyi visitou o Canadá.

Infelizmente, sua visita à diáspora ucraniana no Canadá não durou muito. No dia 30 de junho de 1973 o Dom Velychkovskyi morreu na idade de 70 anos, tendo exercido o ministério episcopal por dez anos. Embora seu coração se tenha silenciado no seu corpo, ele continua a ecoar no nosso espírito: "Não tenhas medo dos sofrimentos por que vais passar. O diabo lançará alguns dentre vós na prisão. Assim sereis colocados à prova. Tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até a morte, e eu te darei a coroa da vida" (Ap 2,10).

Considerando os testemunhos da vida virtuosa de Dom Vasyl Velychkovskyi, e particularmente a sua constância, coragem e fidelidade à Igreja de Cristo durante o período de perseguição, o processo de beatificação foi iniciado no Ano do Jubileu. A 2 de março de 2001 o processo estava pronto na eparquia, e o caso foi levado à Sé Apostólica. A 6 de abril de 2001 a Comissão teológica reconheceu o fato do martírio do bispo Velychkovskyi; a 23 de abril seu martírio foi constatado pela Assembléia dos Cardeais e a 24 de abril de 2001 o Santo Padre o Papa João Paulo II assinou o decreto de beatificação do Bispo Vasyl Velychkovskyi, bem-aventurado mártir da fé cristã.

Fonte: Congregação Redentorista Geral

O comerciante que roubou "Nossa Senhora"

Ha uma tradição do século XVI que nos fala de um comerciante da ilha de Creta, que roubou um quadro milagroso de uma das igrejas do lugar. Escondeu-o entre suas mercadorias e viajou para o Ocidente. Foi somente pela Providência Divina que ele sobreviveu a uma violenta tempestade e desembarcou em terra firme. Depois de um ano mais ou menos, chegou a Roma com seu quadro roubado.

Foi aí que ele adoeceu mortalmente e procurou um amigo que cuidasse dele. Estando para morrer, revelou o segredo do quadro e pediu ao amigo que o devolvesse a uma igreja. O amigo prometeu realizar o seu desejo mas, por causa da sua esposa, não quis desfazer-se de um tão belo tesouro. O amigo também morreu sem ter cumprido a promessa.

Por último, a Santíssima Virgem apareceu a uma menina de seis anos, filha desta família romana, e mandou-lhe dizer à mãe e à avó que o quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro devia ser colocado na Igreja de São Mateus Apóstolo, situada entre as basílicas de Santa Maria Maior e São João Latrão.

Diz a tradição que, após muitas dúvidas e dificuldades, "a mãe obedeceu e, tendo procurado o sacerdote encarregado da igreja, o quadro foi colocado na igreja de São Mateus, no dia 27 de março de 1499". Aí ele iria ser venerado durante os 300 anos seguintes. Então começa o segundo estágio da historia do ícone, e a devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro começou a se divulgar em toda a cidade de Roma.

Três séculos na igreja de São Mateus

A Igreja de S. Mateus não era grande, mas possuía um inestimável tesouro que atraía os fiéis: o quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. De 1739 a 1798, a igreja e o convento adjacente estiveram aos cuidados dos Agostinianos irlandeses, que foram injustamente exilados do seu país e usavam o convento como centro de formação para a sua Província romana. Os jovens estudantes encontravam um refúgio de paz junto à Virgem do Perpétuo Socorro, enquanto se preparavam para o sacerdócio, o apostolado e o martírio.

Em 1798, a guerra atingiu Roma e o convento e a igreja foram quase totalmente destruídos. Alguns Agostinianos permaneceram lá por mais alguns anos, mas eventualmente eles também tiveram de ir embora. Alguns voltaram para a Irlanda, outros foram para novas fundações na América, mas a maioria passou para um convento vizinho. Este último grupo levou consigo o quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Assim começou o terceiro estágio da história, os "anos ocultos".

Em 1819, os Agostinianos irlandeses se transferiram para a Igreja de Santa Maria in Posterula, perto da ponte "Umberto I" que atravessa o rio Tibre. Com eles foi a "Virgem de São Mateus". Mas como "Nossa Senhora da Graça" era já venerada naquela igreja, o quadro recém-chegado foi posto numa capela interna do convento, onde ele permaneceu, quase desconhecido, a não ser para o Irmão Agostinho Orsetti, um dos jovens frades provenientes de São Mateus.

O Religioso idoso e o jovem coroinha

Os anos corriam e parecia que o quadro que tinha sido salvo da guerra que destruiu a igreja de São Mateus estava para cair no esquecimento. Um jovem coroinha chamado Michele Marchi visitava muitas vezes a igreja de Santa Maria in Posterula e tornou-se amigo do Irmão Agostinho. Muito mais tarde, o então sacerdote Pe. Michele escreveria: "Este bom Irmão costumava me falar com um certo ar de mistério e ansiedade, especialmente durante os anos 1850 e 1851, estas exatas palavras: 'Veja bem, meu filho, você sabe, que a imagem da Virgem de São Mateus está lá em cima na capela: nunca se esqueça dela, entende? É um quadro milagroso'. Naquele tempo o Irmão estava quase totalmente cego." O que eu posso dizer a respeito do venerável quadro de 'Virgem de São Mateus', também chamada 'Perpétuo Socorro', é que desde a minha infância até quando entrei na Congregação redentorista sempre o vi acima do altar da capela doméstica dos Padres agostinianos da Província irlandesa em Santa Maria in Posterula, não havia devoção a ele, nem enfeite, nem sequer uma lâmpada para reconhecer a sua presença, ficava coberto de poeira e praticamente abandonado. Muitas vezes, quando eu ajudava a Missa lá, eu olhava para ele com grande atenção." O Irmão Agostinho morreu em 1853 na venerável idade de 86 anos, sem ter visto realizado o seu desejo de que a Virgem do Perpétuo Socorro fosse de novo exposta à veneração pública. Suas orações e sua ilimitada confiança na Virgem Maria pareciam ter ficado sem resposta.

A redescoberta do ícone

Em Janeiro de 1855, os Missionários redentoristas adquiriram "Villa Caserta" em Roma, fazendo dela a Casa Generalícia da sua Congregação missionária, que se tinha espalhado pela Europa ocidental e América do Norte. Nesta mesma propriedade junto à Via Merulana, estavam as ruínas da Igreja e do Convento de São Mateus. Sem percebê-lo na ocasião, eles tinham adquirido o terreno que, muitos anos antes, tinha sido escolhido pela Virgem para seu santuário entre Santa Maria Maior e São João de Latrão.

Quatro meses depois, foi começada a construção de uma igreja em honra do Santíssimo Redentor e dedicada a Santo Afonso de Ligório, fundador da Congregação. Em dezembro de 1855, um grupo de jovens começava seu noviciado na nova casa. Um deles era Michele Marchi.

Os Redentoristas estavam extremamente interessados na história da sua nova propriedade. Mais ainda, quando, a 7 de fevereiro de 1863, ficaram intrigados com os questionamentos de um pregador jesuíta, Pe. Francesco Blosi, que num sermão falou de um ícone de Maria que "tinha estado na Igreja de São Mateus na Via Merulana e era conhecido como a Virgem de São Mateus, ou mais corretamente a Virgem do Perpétuo Socorro".

Em outra ocasião, o Cronista da comunidade redentorista, "examinando alguns autores que tinham escrito sobre as antiguidades romanas, encontrou referências à Igreja de São Mateus. Entre elas havia uma citação particular, mencionando que naquela igreja (que estava situada na área do jardim da comunidade) havia um antigo ícone da Mãe de Deus, que gozava de 'grande veneração e fama por seus milagres.'" Então, "tendo contado tudo isto à comunidade, começaram a se perguntar onde poderia estar o quadro. O Pe. Marchi repetiu tudo o que ouvira do Irmão Agostinho Orsetti e disse a seus confrades que muitas vezes tinha visto o ícone e sabia muito bem onde se achava."

Os Redentoristas recebem o ícone

Com esta nova informação, cresceu entre os Redentoristas o interesse por saber mais sobre o ícone e por recuperá-lo para a sua igreja. O Superior Geral, Pe. Nicholas Mauron, apresentou uma carta ao Papa Pio IX, na qual ele pedia à Santa Sé que lhe concedesse o ícone do Perpétuo Socorro para ser colocado na recém-construída Igreja do Santíssimo Redentor e de Santo Afonso, localizada perto de onde estava a antiga Igreja de São Mateus. O Papa concedeu a licença e no verso da petição, de próprio punho ele escreveu:

"11 de dezembro de 1865: O Cardeal Prefeito da Propaganda chamará o Superior da comunidade de Santa Maria in Posterula e lhe dirá que é Nosso desejo que a imagem da Santíssima Virgem, à qual se refere esta petição, seja de novo colocada entre São João e Santa Maria Maior; os Redentoristas vão substituí-la por um outro quadro adequado."

Conforme a tradição, foi então que o Papa Pio IX disse ao Superior Geral dos Redentoristas: "Fazei-a conhecida no mundo inteiro!" Em janeiro de 1866, os Pes. Michele Marchi e Ernesto Bresciani foram a Santa Maria in Posterula receber o quadro dos Agostinianos.

Começou então o processo de limpeza e restauração do ícone. A tarefa foi confiada a um artista polonês, Leopold Nowotny. Finalmente, no dia 26 de abril de 1866, a imagem era de novo exposta à veneração pública na igreja de Santo Afonso na Via Merulana.

Com este evento, começou o quarto estágio da história: a difusão do ícone no mundo inteiro.

A última restauração do ícone

Em 1990, o quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro foi retirado do altar-mor para satisfazer aos muitos pedidos de novas fotografias do ícone. Foi então que o sério estado de deterioração da imagem foi descoberto: a madeira, bem como a pintura, tinha sofrido com as mudanças do ambiente e as primeiras tentativas de restauração. O Governo Geral dos Redentoristas decidiu contratar os serviços técnicos do Museu Vaticano para realizar uma restauração geral do ícone, que eliminasse as rachaduras e os fungos que ameaçavam danos irreparáveis.

A primeira parte da restauração consistiu numa série de raios X, imagens em infra-vermelho, análises qualitativas e quantitativas da pintura e outros testes com raios infra-vermelhos e ultra-violetas. Os resultados destas análises, especialmente o teste de carbono 14, indicaram que a madeira do ícone do Perpétuo Socorro pode ser datada seguramente dos anos 1325-1480.

O segundo estágio da restauração consistiu no trabalho físico de encher as rachaduras e perfurações da madeira, limpar a pintura e retocar as partes afetadas, reforçar a estrutura que sustenta o ícone, etc. Esta intervenção física limitou-se ao mínimo absoluto, porque todo trabalho de restauração, um pouco como a cirurgia em seres humanos, sempre provoca algum trauma. Uma análise artística situou a pigmentação da pintura numa data posterior (após o século XVII); isto explicaria por que o ícone oferece uma síntese de elementos orientais e ocidentais, especialmente nos seus aspectos faciais.

A Mensagem do Ícone

Esta amável pintura pode parecer estranha aos olhos ocidentais modernos. Não retrata Maria como uma jovem delicada de olhos melancólicos. Seu olhar direto, seus traços fortes, chamam a nossa atenção. Ficamos impressionados com os detalhes irreais das figuras. Jesus tem o porte de uma criancinha, mas suas feições são as de um menino maior. Maria e Jesus não estão inseridos numa cena, mas flutuam num fundo dourado.

O quadro foi pintado no estilo bizantino da Igreja Oriental. O objetivo desse estilo de arte não é mostrar uma cena ou pessoas bonitas, mas transmitir uma bela mensagem espiritual. Porque o artista está tentando comunicar algo mais glorioso do que qualquer coisa deste mundo, a pintura não é um retrato realista. A pintura bizantina é semelhante a uma porta. Ver uma linda porta é interessante, mas quem é que deseja ficar ali olhando a porta? A gente quer abri-la e entrar por ela! A porta pode ser atraente ou não, mas é apenas uma porta, para nos conduzir a um mundo novo.

É assim que devemos nos aproximar deste quadro. O artista, sabendo que ninguém na terra jamais saberia dizer qual o semblante real de Maria e de Jesus e que a santidade deles nunca poderá ser pintada com meios puramente humanos, retratou sua beleza e a sua mensagem em símbolos.

O que você vê quando olha para este quadro?

Antes de tudo, você vê Maria, porque ela domina o quadro e porque ela olha diretamente para você - não para Jesus, nem para o céu, nem para os anjos aos lados. Ela olha para você, como se quisesse lhe falar uma coisa muito importante. Seus olhos parecem sérios, até tristes, mas chamam a atenção.

É uma mulher importante, de poder e de nobreza. É representada sobre um fundo dourado, símbolo do céu na Idade Média.

Segundo as tradições orientais, o quadro é uma cópia de uma pintura feita por São Lucas, que além de escritor era pintor. Trata-se de uma pintura em estilo bizantino, retratando Nossa Senhora e o Menino Jesus, trazendo no conjunto dos símbolos uma mensagem aos cristãos.

 

1. Abreviação grega de "Mãe de Deus."

2. Estrela no véu de Maria, a Estrela que nos guia no mar da vida até o pôrto da.salvação.

3. Abreviatura de "Arcanjo S. Miguel".

4. Coroa de ouro: o Quadro original foi coroado em 1867 em agradecimento dos muitos milagres feitos por Nossa Senhora em seu título preferido "Perpétuo Socorro".

5. Abreviatura de "Arcanjo S. Gabriel".

6. São Miguel apresenta a lança, a vara com a esponja, e o cálice da amargura.

7. A boca de Maria é pequenina, para guardar silêncio, e evitar as palavras inúteis.

8. São Gabriel com a cruz e os cravos, instrumentos da morte de Jesus.

9. Os olhos de Maria, grandes voltados sempre para nós, afim de ver todas as nossas necessidades.

10. Túnica vermelha, distintivo das virgens no tempo de N.Sra. l1.Abrev. de "Jesus Cristo".

12. As mãos de Jesus apoiadas na mão de Maria, significando que por ela nos vêm todas as graças.

13. Manto azul, emblema das mães daquela época. Maria é a Virgem-Mãe de Deus.

14. A mão esquerda de Maria sustendo Jesus: a mão do consolo que Maria estende a todos que a ela recorrem nas lutas da vida.

15. A sandália desatada - símbolo talvez de um pecador preso ainda a Jesus por um fio - o último - a Devoção a N. Senhora!

O fundo todo do Quadro é de ouro, e dele esplendem reflexos cambiantes, matizando as roupas e simbolizando a glória do paraíso para onde iremos, levados pelo perpétuo socorro de Maria. 'O quadro de N. Sra. do Perpétuo Socorro é a síntese da Mariologia".

Maria sabe que há muitas coisas em nossas vidas que são perigosas e terríveis, e que precisamos de alguém a quem procurar nas horas de sofrimento e de pavor. Ela nos oferece o mesmo conforto e o mesmo amor que deu a Jesus. Ela nos fala para nos dirigirmos a ela imediatamente como fez Jesus, tão rápido que nem nos devemos preocupar com o que vestimos, ou como vamos; o importante é chegar até ela.

O que você ainda está esperando?

Novena Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Canto Inicial: Ó Mãe do Perpétuo Socorro

Dirigente: Aqui reunidos para honrar nossa Mãe, nosso Perpétuo Socorro, fiquemos de joelhos. Lembremos como Maria tem ajudado tanta gente. Toda a sua vida foi uma lição de amor.

Todos: Mãe do Perpétuo Socorro, encontramos hoje tamanhas dificuldades. O vosso quadro nos fala tanto a vosso respeito. Ele nos recorda o interesse pelo próximo, o auxílio aos necessitados. Ajuda-nos a entender que a nossa vida pertence aos outros, como também eles nos pertencem. Maria, modelo de amor cristão, sabemos que não somos capazes de curar todo doente, de resolver todo problema. Com a graça de Deus, porém, queremos fazer o possível. Sejamos verdadeiras testemunhas para o mundo de que o amor mútuo tem real valor. Que as nossas ações de cada dia proclamem quão profundamente as nossas vidas se deixam modelar pela vossa, ó Mãe do Perpétuo Socorro.

Dirigente: Maria, vós sois mulher de fé inabalável. Jamais vacilou vossa fé em Jesus. Modelo de todos os que crêem, rogai por nós ao Espírito Santo. Ajudai-nos não só a aceitar tudo o que vosso Filho nos ensina, mas também a colocar em prática o seu ensinamento.

Todos: Mãe do Perpétuo Socorro, quando criança, Jesus corria até vós para receber conforto e segurança. Não vistes nele apenas uma frágil criança: movida pelo Espírito Santo aceitastes Jesus como o Filho do Altíssimo, o Messias tão longamente esperado. Fazei-nos seguir o vosso exemplo de fé, ajudai-nos a reconhecer Jesus naqueles que encontramos, especialmente nos pobres e solitários, nos doentes e idosos. Fazei-nos recordar sempre, querida Mãe, que tudo quanto fizermos ao menor dos nossos irmãos, nós o fazemos ao vosso amado Filho. Que as palavras dele vivam em nossos corações e influenciem nossas vidas e as vidas das pessoas que encontramos.

Dirigente: Rezemos para sermos abertos à Palavra de Deus.

Todos: Maria, mulher de fé, considerastes e guardastes no coração o sentido das palavras e das ações de Deus. Generosamente respondestes à sua Palavra com a fé. Ao ouvirmos a Palavra de Deus, ajudai-nos a sermos atentos à sua mensagem. Que o Espírito Santo ilumine nossa inteligência e nos dê a coragem de pôr em prática estas palavras.

Dirigente: Fiquemos de pé e apresentemos a Deus nossos pedidos. Concedei sabedoria e discernimento ao Santo Padre, o Papa N., ao nosso Bispo N., a nossos sacerdotes e a todos os chefes da nossa nação, do estado e do município.

Todos: Interceda por nós vossa Mãe, Senhor.

Dirigente: Concedei a paz e a unidade a todo o mundo, especialmente a nossos lares e famílias.

Todos: Interceda por nós vossa Mãe, Senhor.

Dirigente: Fazei que os jovens respondam generosamente ao chamado do Espírito Santo, aprofundando sua fé e escolhendo sua vocação na vida.

Todos: Interceda por nós vossa Mãe, Senhor.

Dirigente: Dai-nos constante saúde de corpo e alma e ajudai os doentes, especialmente a recuperar a saúde conforme vossa santa vontade.

Todos: Interceda por nós vossa Mãe, Senhor.

Dirigente: Concedei o descanso eterno a todos os nossos falecidos, especialmente e às almas de todos os fiéis falecidos

Todos: Interceda por nós vossa Mãe, Senhor.

Dirigente: Em silêncio, apresentemos nossos pedidos pessoais à nossa Mãe do Perpétuo Socorro.

Dirigente: De joelhos, continuemos nossa oração:

Todos: Maria, humilde serva do Senhor, precisamos do vosso exemplo hoje para descobrir a vontade de Deus em nossas vidas. Vós sempre destes a Deus o primeiro lugar na vossa vida. Como meditastes a divina palavra no coração, ajudai-nos a buscar em tudo o que fazemos o plano de Deus. Dai-nos a convicção de que nada é mais importante do que fazer a vontade do nosso Pai celeste. Fazei que passemos cada momento procurando o seu amor e o seu agrado. Ajudai-nos a seguir o vosso exemplo, proclamando: Estou a serviço do Senhor: eu quero o que Deus quer, quando e como ele quer, e porque ele o quer.

Dirigente: Mãe do Perpétuo Socorro, o vosso quadro nos lembra que temos de carregar nossa cruz como Jesus o fez. Com coragem, ele enfrentou a injustiça, o abandono e a traição, a dor e o sofrimento, até mesmo a morte de um criminoso.

Todos: Maria, para vós olhamos como nosso modelo de coragem no sofrimento. Participastes do sofrimento e da morte do vosso Filho. Agora participais da sua Ressurreição. Nós também, participamos da cruz de Cristo, e um dia, como vós, vamos participar plenamente da sua Ressurreição. Tornai-nos pacientes no sofrimento, e confiantes no amor carinhoso do nosso Pai celeste. Experimentem o poder salvador do vosso Filho todos os que sofrem no corpo ou na alma. Ajudai-nos a seguir o seu exemplo, e por ele, com ele e nele, recomendar-nos à bondade do nosso Pai celeste.

Dirigente: Peçamos a Maria que guarde nossas famílias.

Todos: Mãe do Perpétuo Socorro, abençoa as nossas famílias com o vosso terno e maternal amor. Que o sacramento do matrimônio promova uma crescente união entre os esposos, para que sejam sempre fiéis e se amem mutuamente como Cristo nos ama. Ajudai a todos os pais e mães para que orientem com amor os filhos que Deus lhes confiou. Sejam sempre modelos de verdadeira vida cristã. Ajudai todos os filhos a amar e respeitar seus pais. Ensinai a todos o valor do matrimônio cristão e da vida de família. Dai-nos senso de responsabilidade, para que façamos habitar em nossos lares o amor e a paz. Maria, nosso modelo, ajudai todas as famílias a crescer diariamente no genuíno amor a Deus e ao próximo, de modo que a justiça e a paz floresçam por toda a parte na família humana.

(O seguinte Ato de Consagração deve ser rezado na primeira semana do mês. Nas outras, saltam-se os dois parágrafos seguintes.)

Dirigente: Renovemos nosso Ato de Consagração.

Todos: Em união com os membros da Confraria de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, aqui e em todo o mundo, nós nos consagramos ao vosso serviço. Prometemos renovar essa consagração uma vez por mês e receber freqüentemente os sacramentos. Pedimo-vos que nos obtenhais a graça de imitar o vosso grande servo, Santo Afonso, no seu amor a vós e ao vosso Filho.

Dirigente: Desde o primeiro momento da sua existência, o Espírito Santo encheu Maria com o seu amor. Pelo seu poder, ela tornou-se a Virgem Mãe de Deus. Pelo mesmo Espírito Santo, ela tornou-se a perfeita esposa, a Mãe perfeita. Que nós imitemos a sua generosidade, a sua abertura ao Espírito Santo. Rezemos:

Todos: Vinde, Espírito Santo, enchei os nossos corações com a vossa alegria e a vossa paz, com vosso poder e vosso amor, com a vossa constante presença dentro de nós.

Dirigente: Recebei o Espírito Santo. Que ele esteja convosco para vos fortalecer, acima de vós para vos proteger, à vossa frente para vos guiar, dentro de vós para tomar posse de vós inteiramente. Pelas preces de nosso santo padroeiro, Santo Afonso, pela intercessão de Maria, Mãe do Perpétuo Socorro, pelos méritos de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, presente no Santíssimo Sacramento do altar, que a bênção de Deus todo-poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo, desça sobre vós e convosco permaneça para sempre.

Todos: Amém.

Canto Final

Fonte: Congregação Redentorista Geral

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